quinta-feira, 17 de maio de 2012

GERENCIAMENTO REMOTO DE ELEVATÓRIA DE ESGOTO VIA GSM*

GERENCIAMENTO REMOTO DE ELEVATÓRIA DE ESGOTO  VIA GSM*

(*) Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM) Celular

O PROBLEMA:

As elevatória de esgoto são tradicionalmente projetadas com dispositivo de extravasamento, em decorrencia da falta de energia, e consequente acumulo do volume de esgotos que afluem no poço de sucção; é denominado ainda de desvio (by-pass) ou extravasor. Que normalmente situa-se a montante da referida elevatória e dos dispositivos de remoção de areias e sólidos grosseiros,  para fazer face a eventuais paralisações dos conjuntos motor-bomba e unidades de tratamento.



Em decorrência de falhas operacionais, o sistema de bombeamento pode deixar de operar e todo esgoto afluente ao poço de sucção passa a ser lançado no córrego, causando um forte impacto ambiental, em decorrência da excessiva carga poluidora.

                                                                                             extravasor


                                                                             extravasor e córrego

                                                                            extravasor e córrego

A SOLUÇÃO:
As elevatórias de esgoto geralmente são locadas em fundos de vale e em áreas inóspitas, e dependendo de sua concepção pode ainda apresentar forte odor, o que torna o local insalubre para ser operado pelo pessoal da unidade gestora do sistema, sendo portanto imprescindivel a AUTOMAÇÃO, o que hodiernamente é feito via GSM (Celular), onde um painel é instalado adjacente ao painel de comando dos motores, e passa a enviar mensagens para até 03 (treis), celulares diferentes.

                                                                                                             Painel GSM

Assim este operador inteligente passa a atuar nas seguintes situações:
1 – EXTRAVASAMENTO, uma boia é instalada em um nivel de segurança abaixo do nivel de estravasamento, e quando ocorrer qualquer tipo de falha que eleve o nivel, até esta boia uma mensagem de celular dizendo “ NIVEL DE ESTRAVAZAMENTO ELEVATÓRIA 01”, é enviada para os treis celulares cadastrados, sendo possivel acionar a manutenção e evitar que, o sistema extravase por muito tempo. O objetivo é reduzir o impacto com menos volume lançado no corrego.
2 – SOBRECARGA, um sinal do relé termico é enviado ao painel GSM, toda vez que ocorrer uma sobrecarga no sistema, e logo em seguida é gerada uma nensagem “ SOBRECARGA ELEVATÓRIA 01” , e enviada aos treis celulares o que da mesma forma irá garantir a presença da equipe de manutenção em tempo record.
3 – FALTA DE ENERGIA, uma pane na rede da concessionária de energia pode afetar a elevatória, assim uma mensagem de “FALTA DE ENERGIA”, é enviada aos responsáveis, possibilitando acionar o plantão da concessionária e garantir a saúde do manancial.

O sistema tem baixo custo pois utiliza um chipe da operadora local, podendo ser pré pago ou não, devendo obviamente estar sempre com créditos; posui nivel zero de manutenção, e facilidades de instalação e troca de operadora.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

TRATAMENTO DE ESGOTO – CONSÓRCIO DE TECNOLOGIAS

TRATAMENTO DE ESGOTO – CONSÓRCIO DE TECNOLOGIAS

         Durante muito tempo as lagoas de estabilização dominaram o cenário mato-grossense como a solução mais eficiente e econômica para o tratamento de esgoto; e assim avançaram como solução para núcleos habitacionais, curtumes, frigoríficos, indústrias etc. Durante a fase inicial de operação, a sua eficiência é indiscutível, porém diante de uma sistemática de adoção de uma regra geral de “ CONSTRUIR, NÃO OPERAR, NÃO MANTER E ABANDONAR”, hoje o que existe é um verdadeiro caos, onde temos lagoas assoreadas, com baixa eficiência, aproximação dos núcleos habitacionais em áreas onde antes era de baixo fator de atração comercial, emanação de forte odor, e culpa-se a tecnologia por todos estes dissabores.


          Existe uma ausência de interesses do poder público principalmente em destinação de recursos para a Operação e Manutenção, de ETEs, ETAs, e outras unidades operacionais, levando assim a falência destas unidades, com graves prejuízos aos seus usuários. 
A fase de terrenos baratos e com grandes áreas disponíveis acabou, assim as lagoas deixaram de ser a solução barata e eficiente, por outro lado é crescente a demanda por soluções que evitem os danos ao meio ambiente, bem como garanta uma harmonia urbanística aos novos empreendimentos habitacionais, pois as estações de esgoto sempre teve a conotação de quanto mais distante melhor, pois qualquer falha operacional lança-se no corpo receptor e está tudo resolvido, o mesmo é válido para as elevatórias que desprovidas de controle sempre despejam os excessos no corpo receptor.

Os tempos mudaram, e hoje assistimos ações da sociedade que obriga aos gestores garantirem além da eficiência do tratamento, um programa contínuo de monitoramento, e controle, e exemplos como o advindo da cidade de Rondonópolis demonstra como a má gestão deve ser punida. (cole no navegador e leia mais em)





Não basta construir e abandonar há o dever de OPERAR E MANTER, o que significa treinar pessoal, manter equipamentos reservas, e ter um programa de manutenção preventiva.

Quanto aos projetos estes devem ser adequados a cada demanda, e a solução não pode ser universalizada sem uma avaliação de sua adequação, como era feito no passado com as lagoas, e neste contexto apresentamos uma solução simples e econômica para atendimento a pequenos núcleos habitacionais, com um consórcio de uma tecnologia muito antiga e uma muito moderna, o que garante uma qualidade do efluente para reuso na própria unidade habitacional. A solução consiste em associar um tratamento primário com a utilização do TANQUE SÉPTICO, um  REATOR DE LEITO MÓVEL, que atua como um robusto sistema de eliminação do material orgânico dissolvido, removendo consequentemente uma grande parte da contaminação orgânica, e um FILTRO DE ZEÓLITAS, onde neste sistema o efluente após desinfecção retorna como fonte de suprimento para rega de canteiros, limpeza de ruas, calçadas, e praças, o sistema é totalmente automatizado, sem odor, compacto, e com arquitetura que compõe com o meio ambiente, garantindo assim uma perfeita harmonia com a arquitetura local. O meio ambiente agradece...................
Esta solução proporciona uma eficiência acima de 90%. O biorreator degrada por oxidação a matéria orgânica dissolvida, produzindo dióxido de carbono que é liberado para o  ar, água que se incorpora ao sistema e biomassa que é utilizada como lodo ativado.

Uma biomedia dentro do reator, constituindo-se em milhares de suportes plásticos livres e flutuantes, promove uma extensa superfície de contato que serve simultaneamente para hospedar micro-organismos e acumular o lodo bioativado. O reator é preenchido com Suportes Plásticos – (Leito Móvel) em 63% do seu volume, permitindo assim  suportar altas cargas orgânicas. Os suportes plásticos oferecem uma superfície de 500 m2 /m3 do  reator para desenvolvimento dos micro-organismos.