domingo, 9 de maio de 2010

GOLPE DE ARIETE

GOLPE DE ARIETE

Parte 1 – Entendendo o “Golpe”


Ou Entendendo o Coice, o Baque, a Pancada, a Batida, o Empuxo, ....a Coronhada.

Os Atacantes

Antes do satélite, do laser, do Celular as guerras eram decididas no “corpo a corpo”, e para chegar até o inimigo era necessário invadir a sua fortaleza, e uma das principais armas utilizadas era o aríete, que é uma antiga máquina de guerra constituída por um forte tronco de árvore de madeira resistente, com uma testa de ferro ou de bronze a que se dava em geral a forma da cabeça de carneiro; Os aríetes eram utilizados para romper portas e muralhas de castelos ou fortalezas. Foram largamente utilizados nas Idades Antiga e Média. Existiam diversas formas de aríetes, dependendo do local e povo que o construía. Pode-se dizer que eles foram os precursores dos tanques de guerra.






Aríete portátil

Quando era importante tomar um povoado inimigo com rapidez, um recurso simples era cortar uma árvore robusta, podar o tronco, acoplar algumas alças e usar a árvore para destruir um portão ou uma parte da muralha. Embora fosse muito perigoso segurar o aríete, essa arma podia ser colocada em ação algumas horas depois da chegada às muralhas da cidade.



A Intensidade da PANCADA (ou Intensidade do Golpe de Ariete), estava relacionada com o peso do tronco e a velocidade dos arremessos, em condições diretamente proporcionais, ou seja, quanto menor o peso do tronco, e menor a velocidade, implicaria em menor pancada.

Os Defensores

A parte mais vulnerável de uma fortificação era o Portão Principal, e este era o alvo do ataque inimigo, com a utilização do ariete. Portanto os “Arquitetos” do Forte deveriam reforçar esta instalação ou criar um mecanismo de defesa eficiente, além do lançamento de óleo de baleia aquecido; e a solução foi criar uma arquitetura que impedisse o manuseio do ariete (veja a ilustração), onde a porta principal só tem acesso para quem entra pela lateral, assim o problema foi resolvido.

Forte dos Reis Magos em Natal RN - Brasil

A Inércia

Todo corpo tem a propriedade de manter o seu estado de movimento, isto é se está parado sua tendência é continuar parado. Se estiver em movimento sua tendência é manter-se em movimento, quando qualquer ação tende a alterar o seu estado original.

O Exemplo mais simplista para entendimento da inércia é de um homem em pé dentro de um ônibus. Se o ônibus está parado o estado do homem é parado e ele tende a manter esta situação quando o ônibus “arranca” , sendo portanto impelido para traz. Já com o corpo em movimento a sua tendência é manter este estado indefinidamente, sendo impelido para a frente quando o ônibus freia.

Pense agora em uma tubulação, onde seu interior está preenchido por um liquido impulsionado por uma bomba; O liquido está em movimento, o seu estado de movimento pode ser alterado quando voluntariamente desligamos a bomba, ou quando há falhas no sistema de alimentação elétrica. Lembre do cidadão no ônibus, da mesma forma quando desligamos a bomba, o liquido continua sendo impulsionado para frente, devendo percorrer uma distancia em função da sua velocidade inicial, e como está confinado dentro de um tubo, provoca um vácuo no comprimento da distancia percorrida.

Decorrido alguns segundos, e por falta de uma força para continuar impulsionando o liquido, este para, ou seja, sua velocidade é igual a zero.

Neste instante o que temos: Uma bomba parada (Nosso Castelo),... Um trecho de tubo sob o efeito do vácuo,... e um imensa coluna liquida com velocidade igual a zero (Nosso Tronco de Madeira)
Como sempre bombeamos para cima, o que irá ocorrer? Lógico pelo efeito da gravidade toda coluna de água ( Nosso Tronco de madeira) vai retornar, e dar uma grande pancada na bomba, dar um grande golpe de ariete. Se o tubo e a bomba estiverem “preparados” vai resistir, e o inimigo não causará nenhum dano, caso contrário irá explodir a bomba e a tubulação, pelo efeito do golpe de ariete, (Ou golpe da coluna de água).

No Próximo segmento: Calculando o Valor da PANCADA , e Dimensionando a Fortificação


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