segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FLOTAÇÃO


FLOTAÇÃO

O que não vai para o fundo ou não decanta ou Afunda,  acaba Flutuando ou boiando.
O que é mais fácil? fazer afundar ou fazer boiar? Tudo depende do que se quer separar do meio líquido. A tecnologia de fazer afundar na separação de sólidos em suspensão é denominada de DECANTAÇÃO e é auxiliada por um sistema preliminar de agregação das partículas denominada de floculação. Assim no tratamento de água ou efluente, adiciona-se o Sulfato de alumínio ou outro coagulante, e com a formação de flocos o liquido é encaminhado a um tanque onde se processa a separação por meio do “afundamento” das partículas em suspensão.


Já na separação por meio de flutuação das partículas, utiliza-se o método denominado de FLOTAÇÃO é um processo que envolve três fases: líquida, sólida e gasosa. É utilizado para separar partículas suspensas ou materiais graxos ou oleosos de uma fase líquida. A separação é produzida pela combinação de bolhas de gás, geralmente o ar, com a partícula, resultando num agregado, cuja densidade é menor que a do líquido e, portanto, sobe à superfície do mesmo, podendo ser coletada em uma operação de raspagem superficial (METCALF & EDDY, 1991).

Hodiernamente utiliza-se um processo denominado (FAD)  flotação por ar dissolvido, onde a geração de bolhas é feita por saturação de parte do efluente com ar em tanques a pressões superiores à pressão atmosférica, seguido de uma descompressão súbita em uma válvula tipo agulha ou em dispositivos de constrições de fluxo. Neste processo, são geradas bolhas de tamanho reduzido, na faixa de 10 a 100 μm, e a quantidade de ar disponível depende, essencialmente, da pressão de operação do sistema.

Flotador ETE Zanildo - Cuiabá
Tipo: Circular

Diâmetro: 10,00 m
Altura de Água: 2,40 m

Vazão de Projeto: 27,50 m³/h
Velocidade ascensional normal: 2,85 m³/h

Portanto FLOTAÇÃO é o processo semelhante ao da decantação e é empregado para a separação de partículas  de um líquido. É principalmente utilizada para separação de graxas, óleos, fibras e outros sólidos de baixa densidade no esgoto e também para o adensamento do lodo ativado, e tratamento de água bruta. Os principais componentes do processo são bomba de pressurização, tanque de pressurização, válvula de redução de pressão e tanque de flotação. A água saturada de ar é introduzida no flotador através da válvula redutora de pressão. Imediatamente depois da válvula de redução, a água saturada é misturada com o lodo ativado, ou com água de elevada turbidez ou cor. As bolhas de ar se tornam atadas às partículas de lodo formando partículas aglomeradas com densidade menor do que a água. As partículas aglomeradas se elevam formando o lodo flotado. O lodo flotado é retirado da superfície do tanque e o efluente clarificado é removido do fundo da unidade, sendo que uma parcela é recirculada de volta para o tanque de pressurização.

         Em condições normais de operação utiliza-se vazão de água recirculada em torno de 35% da vazão de lodo afluente e pressurizada até 4 bar. A relação ar - sólidos é em torno de 0,04 e a remoção de sólidos em suspensão é cerca de 97%.

     Balão de Pressurização ETE Zanildo

Na sequencia a este processo temos o tratamento do lodo gerado, que se processa geralmente por deságue, quer seja em leitos apropriados ou Filtros Prensa, gerando “tortas” que são encaminhadas aos aterros sanitários ou agricultura. O Liquido após estar limpo é encaminhado para reuso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL


SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

 
Segundo IBGE, mais de 70% dos municípios não têm política de saneamento;  48,7% não fiscalizam a qualidade da água que é distribuída para a população.


Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma
POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam a Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007.

A maioria (60,5%) não tinha acompanhamento algum quanto às licenças de esgotamento sanitário, além da drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e do abastecimento de água. Em quase metade das cidades do país (47,8%), não há órgão de fiscalização da qualidade da água.

Segundo a
“PESQUISA DE INFORMAÇÕES BÁSICAS MUNICIPAIS”,
 divulgado nesta terça-feira (13/11/2.012), 1.569 cidades possuíam políticas dessa natureza, isto é, 28,2% dos 5.564 municípios brasileiros. A Lei 11.445, que dispõe sobre diretrizes nacionais para o saneamento básico, determina que todas as cidades devem elaborar seus respectivos planos municipais, sob pena de ficarem inaptas para receberem recursos federais.

O decreto diz ainda que as prefeituras devem estabelecer mecanismos de fiscalização quanto ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, entre outros. No entanto, 4.060 municípios (73%) ainda não aprovaram normas neste sentido, para qualquer um dos serviços de saneamento básico.

Entre as cidades que têm estrutura específica, isto é, gestores públicos responsáveis por ações referentes ao tema, 768 (48,9%) definiram metas e estratégias por meio de planos municipais devidamente aprovados pelo poder legislativo local. Já 759 municípios (48,4%) utilizavam prestação de serviços e/ou realizavam processo licitatório.

Menos da metade (46,1%) das cidades que possuem planos municipais de saneamento básico direcionam esforços para ações emergenciais e de contingências

Coleta de lixo – Pouco mais de 32% dos municípios no país (1.796) possuem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, segundo a pesquisa do IBGE. Por outro lado, 2.376 cidades (42,7%) continuam sem qualquer tipo de iniciativa relacionada à coleta seletiva.

Já 3,3% dos municípios possuem projeto piloto de coleta seletiva, mas apenas em áreas restritas. Enquanto isso, 2,5% das cidades chegaram a iniciar programas dessa natureza, porém interromperam por motivos não especificados.

Considerando o serviço de limpeza urbana, a região Sul se destaca no estudo sobre o perfil dos municípios brasileiros, com 663 cidades nas quais há coleta seletiva –o que representa 55,8% em relação ao resto do país. O Sudeste, com 41,5% (693 cidades), ocupa o segundo lugar do ranking regional.

Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste possuem as maiores proporções de municípios sem programas, 62,8% (282) e 62,3% (1.118), respectivamente. De acordo com o IBGE, a coleta seletiva é mais frequente nas grandes cidades: 68,2% (193) dos municípios com mais de 100 mil declaram possuir programa em atividade.

Essa é a primeira vez que o IBGE investiga a infraestrutura municipal de saneamento básico, antes analisada apenas pela PNSB (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico), cuja última edição foi publicada em 2008. 
É O SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
Fonte: IBGE