quarta-feira, 6 de março de 2013

A ÁGUA QUE VAI PARA O RALO


A ÁGUA QUE VAI PARA O RALO

Quer seja no uso doméstico, comercial, no serviço público, ou nas indústrias, é muito grande o volume de água que vai para o ralo. Para que este volume de água chegue até o consumidor final, existe um grande aparato tecnológico, para garantir a potabilidade da água, o seu transporte pelas redes de distribuição, e controle de qualidade nos pontos de entrega a domicilio. Assim existe um volume de despesas geradas com a Energia Elétrica, com pessoal, produtos químicos, manutenções etc. a água tratada torna-se, portanto um produto muito caro para ser produzida e hoje em uma das maiores empresas de Saneamento do Brasil, que é a SABESP ainda lemos matérias como a seguir:

06 de Março de 2013 

Sabesp investirá R$ 80 milhões  para reduzir perda de água 

“A Sabesp (Companhia de saneamento básico do Estado de São Paulo) irá investir R$ 80 milhões para diminuir os índices de perda de água em São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.”

“O último levantamento do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), feito anualmente pelo Ministério das Cidades, apontou que, em 2010, a perda de água em São Bernardo foi de 46,9%.”

Isto significa que quase a metade da água que chega à cidade vai para o ralo ou não é cobrada


“ Para diminuir a quantidade água que vai para o ralo, uma das ações será a troca de tubulações nos bairros. O diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, informa que a situação é agravada em São Bernardo, pois as redes e os ramais são muito antigos.
Além do desperdício e do prejuízo aos cofres da empresa, a perda também pode provocar problemas no Abastecimento, principalmente em locais mais altos. "Se o vazamento foi em um ponto baixo, pode provocar queda de pressão na rede e fazer com que a água tenha dificuldade para ser elevada", detalha Tavares de Souza. “

Fonte: Diário do Grande ABC


Na comunidade técnica do saneamento todo mundo sabe a solução, porém todas as ações que podem ser tomadas para reduzir esta quantidade de água que vai para o ralo, aumentando custos operacionais, e reduzindo receitas, demandam investimentos, que na sua ausência, mais água vai para o ralo.

Uma medida porém não deve deixar de ser tomada, que é a MICROMEDIÇÃO, sendo que a sua ausência é o indutor para o maior volume das PERDAS, investir em medição é o caminho para a solução de vários problemas decorrentes das perdas, porém não podemos ignorar o elevado valor do investimento desta ação, que tendo como base os preços de dezembro de 2.012, atinge o montante de R$ 120,76 por unidade padronizada com cavalete e micromedidor.