terça-feira, 3 de novembro de 2015

ÁGUA DE BEBER



ÁGUA DE BEBER

Em milhares de estabelecimentos por aí a cena se repete:
- Bom dia: E pra beber? Pergunta o garçom
- Água por favor
- Mineral ou da Casa? Responde o garçom
Pronto, está caracterizado que toda agua engarrafada é mineral, e que toda água oriunda do poço caseiro, ou que é recebida encanada, é a água da casa ou “água da rua”.
Se o cliente preferir a água da casa, esta é gratuita, e vem servida em uma jarra, que se ele der sorte, virá com generosos cubos de gelo.
Se preferir a água mineral, é seguido da clássica pergunta:
- Com ou sem gás?

A ÁGUA DA CASA

A água da casa em muitas cidades deste imenso Brasil, com investimentos públicos reduzidos aos extremos, com má aplicação dos recursos, e com descasos com a população, geralmente é caracterizada pela quantidade e preço. Em muitos lares, e estabelecimentos comerciais, é comum a prática de água abundante e sem nenhum custo, e quando há cobrança, esta deve ser o mais insignificante possível. Nesta condição a qualidade é precária, com ausência de desinfecção e controle de qualidade.
O cidadão, e algumas autoridades, por ignorância quando questionado, tem a clássica resposta de:
- A minha água é cristalina
- A minha água é de poço “artesiano”
Não sabem que não basta que no visual seja limpa, quando vem de um poço, que não recebe posterior tratamento, pois o lençol freático da cidade, geralmente é um “mar de merda”.

 Poço Caseiro em uso, e habitado por ratos e baratas





 Poço “artesiano” em uso desprovido de proteção, e com acesso a baratas, ratos, e todo tipo de animal atraído pela água.

Essa é portanto a água da casa servido por muitas Prefeituras, e por estabelecimentos comerciais e residenciais.

O resultado é uma população contaminada por giárdias, amebas, e muitas doenças de origem hídricas. 

Leia mais em: http://jorcyaguiar.blogspot.com.br/2011/09/principais-doencas-de-veiculacao.html

A população geralmente não conhece de onde vem a sua agua, quando é recebida do sistema público, e em muitos lugares se fossem esclarecidas e soubessem dos riscos a que se expõe, certamente não a usaria e exigiria do poder público mas segurança sanitária do produto que se propõe a distribuir para a população. Pois o que vemos é a total irresponsabilidade com a população que habita as cidades.

A “ÁGUA MINERAL”

Quando o cidadão tem consciência dos riscos a que se expõe ingerindo uma água de péssima qualidade, ele opta por outra fonte que é a chamada água mineral.
Nesta condição ele mantem o poço caseiro, ou utiliza a “água da rua” ou a “água encanada” para outros fins domésticos, e até servir em ambientes comerciais como os restaurantes, do nosso comentário inicial.

Segundo o Código de Águas Minerais (Decreto-Lei Nº 7.841, de 08/08/1945), águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.
 


Segundo o mesmo código, são águas potáveis de mesa as águas de composição normal provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão-somente as condições de potabilidade para a região.
 Portanto, a água mineral tem uma ação medicamentosa;
A água de mesa é uma simples água potável. Essa é uma informação importante para o consumidor, pois muitas vezes se toma água de mesa pensando ser água mineral. Ambas são vendidas em garrafas e ambas podem conter gás. A diferença está apenas no rótulo, que deve informar se a água é mineral ou apenas água de mesa. 
Muitas pessoas acreditam que a água mineral é mais saudável comparada à água potável proveniente do sistema de abastecimento local. Porém, deve-se avaliar a composição química, propriedades físico-químicas e microbiológicas para se estabelecer uma relação direta com a saúde.
Quem não lê o rótulo e ingere sistematicamente uma água com elevados teores de elementos químicos, ao invés de beneficiar-se estará causando sérios prejuízos a sua saúde.
Eu bebo água para saciar a sede, a não por ser medicamentosa, então.......
Veja a seguir alguns problemas relacionados ao excesso de alguns elementos químicos.

POTÁSSIO

Em geral, a concentração elevada de potássio no sangue é mais perigosa do que a baixa. Uma concentração superior a 5,5 mEq por litro de sangue começa por afetar o sistema de condução eléctrica do coração. Se o nível no sangue continuar a aumentar, o ritmo cardíaco torna-se anormal e o coração pode deixar de bater.

A hipercaliemia verifica-se em geral quando os rins não excretam potássio suficiente. É provável que a causa mais frequente de hipercaliemia ligeira seja o uso de medicamentos que evitam a sua excreção através dos rins, como o triamterene, a espironolactona e os inibidores do enzima conversor da angiotensina.

A hipercaliemia também pode ser provocada pela doença de Addison, na qual as glândulas suprarrenais não produzem quantidades suficientes das hormonas que estimulam os rins para excretar potássio. (A doença de Addison é uma causa cada vez mais frequente de hipercaliemia, devido ao aumento de pessoas com SIDA que apresentam problemas nas suas glândulas suprarrenais.

Uma insuficiência renal, parcial ou completa, pode causar uma hipercaliemia grave. Por isso, os indivíduos com função renal deficiente devem evitar os alimentos com alto conteúdo de potássio.

SÓDIO

O organismo que acumula sódio mais facilmente retém líquido em excesso, e pode levar à hipertensão. Calcula-se que, para cada 9 gramas de sal ingerido (e o brasileiro ingere cerca de 12 gramas por dia), o corpo retém em média 1 litro de água. A doença se manifesta, geralmente, em adultos.
 
Considera-se que uma pessoa é hipertensa se os níveis da pressão arterial forem iguais ou superiores a 14/9.

Doenças cardiovasculares
 
São aquelas que de alguma maneira afetam o coração e os vasos sanguíneos. Herança genética, tabagismo, hipertensão e níveis elevados de gordura no sangue são alguns dos fatores de risco. A hipertensão arterial está ligada à ocorrência dos acidentes vasculares cerebrais e à dissecção da aorta, duas doenças graves que podem acontecer se a pressão for mantida elevada por muito tempo. O sal é vilão neste caso.
Problemas renais 

Os rins são responsáveis por eliminar as toxinas do sangue por um sistema de filtração, além de regular a produção de glóbulos vermelhos e a pressão sanguínea. O consumo excessivo de sal atrapalha o funcionamento desse órgão, podendo a pessoa desenvolver pressão alta e diabetes.
 
O consumidor, em geral, tem a tendência a achar que água é sempre igual e que tanto faz qual marca comprar! Porém, isso não é verdade. É interessante não se levar pela única marca normalmente existente, ligada à venda casada de outro refrigerante e cerveja.
 

No caso de águas com pH muito elevado (acima de 7,00) o que caracteriza uma água alcalina a qual é adequada para consumidores com incidências de gastrite e de azia. No entanto, o consumo permanente dessa água pode levar a problemas de pedras nos rins, devido ao oxalato de cálcio. 

NITRITOS E NITRATOS

No Brasil existem problemas de contaminação da água destinada ao consumo humano com doses crescentes de nitritos e nitratos, dificilmente ocorrem problemas com nitratos em humanos adultos, porém deve-se ter muita atenção com crianças menores de seis meses de idade, visto que como o sistema gastrointestinal ainda não está plenamente desenvolvido e funcional e a presença de algumas bactérias redutoras podem resultar na chamada “síndrome do bebê azul”.
A criança apresenta-se azulada devido ao quadro de anaerobiose provocado pela ineficiência no transporte de O2. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), apontam que o consumo elevado de alimentos contendo nitrato ou ingestão de água com alta concentração deste íon está relacionado com a incidência de câncer de estômago. 

No Brasil, a concentração de nitrato para consumo humano não deve exceder os 10 mg/L 

PH

Ao contrário do senso comum, água não é tudo igual. Ela pode ser mineral, purificada, filtrada, termal, efervescente, de geleira. E ainda pode ser dividida em neutra (pH 7), ácida (pH abaixo de 7) e alcalina (pH acima de 7). 


“O que define o pH e torna a água ácida ou alcalina é a quantidade de íons de hidrogênio presentes em sua composição” 


Agora A questão é: não basta beber muita água: você tem de beber a certa.

Água Crystal, a campeã em sódio


 


Água Santa Rita, menor quantidade de sódio das avaliadas

A água Santa Rita, possui apenas 2,188mg de sódio. Centenas de vezes menos do que a água Crystal!!


Veja abaixo mais algumas marcas de água para podermos ter uma ideia.
Água mineral Nestlé


Água mineral Da Guarda
 





Água mineral Schin
 


Viram como é possível a quantidade de sódio e outros componentes variarem dependendo da marca da água?!
Devo parar de beber água mineral?
É claro que não! A água é e continua sendo a bebida mais saudável que possa existir. Além do nosso corpo precisar dela para se manter hidratado.
Devemos tomar cuidado com os extremos. Não é porque compartilho que algumas marcas de água tem quantidade relevante de sódio na sua composição que você deve beber outra coisa no lugar de água.
Apesar desses números assustarem, nenhuma marca de água mineral está fora dos limites aceitáveis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é de 600 mg/l.
Além disso a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda uma ingestão diária de até 2000 mg de sódio por dia. Se beber um litro de água mineral com 103,06mg de sódio, estará consumindo cerca de 5% da cota diária.
Fonte: http://docedieta.com/saude/a-melhor-e-pior-agua-mineral/
 


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