domingo, 24 de outubro de 2010

BOOSTER

BOOSTER Parte 2


Inovações Tecnológicas


Com o advento do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, a Sanecap elaborou um Plano Diretor de Abastecimento de Água, com vista a universalizar o Abastecimento de Água, em Cuiabá na região de abrangência da ETA Tijucal. Todo plano teve o seu inicio de implementação, porém foi interrompido e aguarda decisões para a retomada das obras, que prevê:


· Um centro de reservação no Distrito Industrial, no Bairro Nova Esperança, e no Pedra 90
· Um centro de reservação no Carumbé
· Um centro de reservação no Santa Cruz
· Um centro de reservação no Altos da Serra
· Um centro de reservação no Belvedere


Estes centros de reservação irão resolver um crucial problema de Cuiabá que é a insuficiência de reservatórios. E em consonância com uma concepção moderna e econômica de abastecimento, as regiões adjacentes a estes reservatórios, por não possuírem cota favorável a distribuição por gravidade, deverão ser atendidas por Boosters instalados junto ao Reservatório Apoiado e deverão ser dotados das seguintes características:


1. Motorização inteligente com a utilização de inversores de freqüência, e CLP’s que irá disponibilizar um volume de abastecimento em consonância com a demanda.


2. Monitoramento da energia elétrica, da pressão na rede, do tempo de funcionamento e do nível do reservatório.


3. Monitoramento de segurança com alarme de invasão na área das instalações.


As informações são transmitidas via rádio ou rede celular, e são controladas em um centro de controle operacional instalado na sede da Sanecap.


Atualmente já se encontra em operação o monitoramento de alguns pontos, devendo a rede ser estendida a todos os novos Boosters a serem instalados nas obras do PAC. Assim será possível identificar em tempo real quando qualquer anomalia causar o desabastecimento de uma área da cidade, promovendo uma atuação rápida das equipes de manutenção, assim como em alguns pontos da rede estão previsto monitoramento da pressão em pontos estratégicos, que irão fiscalizar diuturnamente a condição de cada setor de abastecimento da cidade; é a tecnologia presente em uma área que sempre foi operada no achismo e no escuro.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

BOOSTER


BOOSTER – Parte 1


Quando o sinal da TV está muito fraco, o som está quase inaudível, a energia com voltagem abaixo do limite, recorresse a um reforço do sinal, com um dispositivo que denominamos BOOSTER, ou seja, o Booster tem a função de reforçar algo que recebemos com a intensidade abaixo da nomina.


No Saneamento adotou-se a mesma nomenclatura para o reforço da pressão na rede de distribuição, assim quando um determinado setor da cidade está com uma pressão insuficiente para atingir as caixas d’água da área a ser abastecida, recorre-se a instalação de um Booster como solução definitiva do problema. Em Cuiabá o primeiro Booster a ser instalado buscava atender o abastecimento do bairro Shangrilá, e por ausência de conhecimento técnico optou-se por instalar uma bomba submersa, na posição horizontal, que fora garantida pelo fabricante como a solução do problema; sim demorou alguns dias e houve deterioração dos mancais e a solução foi descartada. Ato continuo, foi montado no local uma nova bomba submersa, porém agora instalada em uma camisa construída em um tubulão de 500 mm, especialmente projetado para este fim, e com o sucesso da instalação este projeto passou a ser disseminado como a solução para todos os casos onde a pressão era insuficiente para o abastecimento. Esta é a verdadeira solução “quebra galho”, pois como a cidade expandia vertiginosamente e não havendo recursos para adequar as redes, e atender a demanda expansionista da cidade, foi-se buscar a solução na instalação de Boosters, que na maioria das vezes era instalado em situações emergenciais, e com baixa qualidade de instalação, provocando um empecilho a mobilidade urbana, pois os locais escolhidos eram sempre as calçadas, por tratar-se de área pública, e disponível.


Com o decorrer do tempo observou-se que a vida útil dos equipamentos era muito pequena comparada com instalação semelhante em poços, e o custo operacional e de manutenção também se apresentava como muito elevado, e de forma generalizada estes equipamento foram substituídos por moto bombas de eixo horizontal, geralmente montada em regime de urgência devido à queima das bombas submersas, criando um ambiente esteticamente incompatível com a urbanização das cidades.


Ainda pela ausência de recursos financeiros, nenhum equipamento é dotado de inversores de freqüência, e nem de controle operacional de monitoramento remoto, gerando assim elevados custos com quebra de redes por excesso de pressão em períodos de baixo consumo, e não raras vezes a reclamação de usuários com falta d´água devido a pane de equipamentos que não são observados em tempo real.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VALVULA CONTROLADORA DE PRESSÃO

VALVULA CONTROLADORA DE PRESSÃO

Em diversos trechos das redes de distribuição das cidades apresentam um grande desequilíbrio de pressões, motivada pelo relevo com condições favoráveis e excessivamente privilegiada das zonas baixas, em detrimento das zonas altas; esta condição ainda é agravada devido à falta de controle das ligações, pois a maioria das cidades não dispõe de hidrômetros. Assim com um comportamento de consumo onde o bolso não entra no negócio, pois tanto faz consumir mais ou menos o valor da conta é o mesmo, o que se assiste é um grande desperdício, pois nas zonas baixas as pressões são muito altas, e na zona alta a pressão é insuficiente e às vezes nula.
Nas cidades dotadas de hidrômetros e onde existe uma grande diferença de nível entre os bairros da zona alta e os bairros da zona baixa, temos uma excessiva pressão atuando nos medidores o que acarreta o seu mau funcionamento, e não raras vezes a ocorrência de arrebentamentos de rede devido a falta de limitadores de pressão em diferentes períodos de consumo. Em qualquer situação relatada temos um elevado índice de perdas e uma insatisfação dos usuários, alem do desperdício de dinheiro da operadora com produção desnecessária e manutenções de redes.

Solução Operacional

Para garantir um equilíbrio de pressão na rede de distribuição, o mercado dispõe de válvulas redutoras de pressão, que instaladas em pontos estratégicos da rede, garantem uma pressão a montante e uma pressão ajustada a jusante, com duas funções a saber:

Válvula Redutora de pressão função simples

Princípio de funcionamento

Válvula de controle auto-operada, unidirecional, instalada na rede, tem a função de reduzir uma pressão de entrada mais alta e variável em uma pressão mais baixa e constante de saída, independente das variações da vazão.
Válvula Redutora de pressão função dupla

Princípio de funcionamento

Tem a função de reduzir uma pressão mais alta de montante para duas pressões de jusante (alta e baixa). Auto ajustada pela demanda de consumo sem a utilização de controladores de fluxo ou equipamentos elétricos


Estas válvulas operam exclusivamente em função do comportamento hidráulico do abastecimento, o operador programa a condição de funcionamento, e este será mantido independente de ações de operadores.