sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REDE DE DISTRIBUIÇÃO E O CRESCIMENTO DAS CIDADES

REDE DE DISTRIBUIÇÃO E O CRESCIMENTO DAS CIDADES

Iremos considerar em nossa análise duas situações bastante distintas, no processo de crescimento da Cidade; a primeira é o crescimento planejado, onde os imóveis possuem uma característica que não será mudada ao longo dos anos e, conseqüentemente a sua condição de consumo é permanente para um bloco edificado, esta é uma situação verificada na construção por exemplo de condomínios fechados, bastante difundido nos tempos atuais.

A segunda é o crescimento verticalizado, em áreas isoladas da cidade, que em um dado momento decorrente de algum fator que agregue valor, inicia-se uma verdadeira explosão de torres, adjacentes a uma determinada área, que em Cuiabá destacamos a região do Bairro Goiabeiras com a proximidade do Shopping de igual nome, e dos bairros Jardim das Américas, Paiaguás, Jardim Cuiabá, Parque Mãe Bonifácia entre outros.

Para o primeiro caso idealizamos um projeto em 1.996, onde as redes seriam construídas em bloco por quadras, e que em um tema especifico, iremos mostrar algumas de suas características; Porém para o segundo caso a situação é bastante complicada em decorrência de alguns fatores importantes. O primeiro é que em razão da não confiabilidade no serviço da empresa de abastecimento de água, os prédios são dotados de reservatórios subterrâneos de grande capacidade, e que em qualquer momento de despressurização da rede e conseqüente retorno, irá ocorrer uma falta d´água generalizada em seu entorno em decorrência de que a linha de pressão torna-se insuficiente para atender reservatórios de estabelecimentos com reservatórios acima da cota de 3,00m; ou seja as redes de distribuição não são substituídas, e ou reforçadas com a entrada de novas unidades de consumo, caracterizada como de grandes consumidores.

Quando o crescimento tende a aproximar-se do limite da área urbana, o agente dificultador é a falta de linhas tronco para atender a demanda, e geralmente a empresa cerceia o crescimento por sua incapacidade de atender a demanda em sua plenitude, recorrendo na maioria dos casos para soluções individualizadas com poços, que irá gerar uma elevada demanda de custos operacionais quando na sua execução não são instalados elementos de gerenciamento a distancia.

A situação do abastecimento de água ainda é agravada quando registramos que o último centro de reservação da área abrangida pelos sistemas que atendem a região central de Cuiabá foram executados na década de 70, e portanto temos uma grande defasagem de reservatórios, que devem operar garantindo o abastecimento nas horas e dias de maior demanda. Conclui-se, portanto que mesmo com um grande esforço da equipe técnica, com elevada dedicação no objetivo de garantir o abastecimento com as características de serviço adequado que contemple a segurança, a continuidade, a regularidade, é praticamente impossível evitar as “prejudiciais manobras”, pois a solução está vinculada a investimentos em diversos setores da Cidade, e assim não há como fazer mágica, em uma cidade com deficiência de reservação, medição, e redes, e com um crescimento verticalizado nas zonas adensadas, e horizontalizado nas zonas periurbana, a Cidade cresce e exige contrapartida de investimentos em infraestrutura.

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