quarta-feira, 21 de setembro de 2011

EMPUXO

Cena 1 – A DESCOBERTA no Século III a.C - A Coroa de ouro de Hierão

Quando Hierão reinava em Siracusa, decidiu oferecer uma coroa de ouro aos deuses imortais. Contratou um artesão que, mediante uma boa soma em dinheiro e a entrega da quantidade de ouro necessária, se encarregou da sua confecção. O artesão entregou a coroa na data combinada com o Rei. Porém, apesar de a considerar executada com perfeição, este duvidou que contivesse todo o ouro que tinha entregue e suspeitou que o artesão tivesse substituído uma parte desse ouro por prata.

Para comprovar a sua suspeita, o rei encarregou Arquimedes de, com a sua inteligência, encontrar uma forma de provar a fraude.. Um dia em que Arquimedes, preocupado com este assunto, foi tomar banho, percebeu que à medida que entrava na banheira, a água transbordava. Subitamente, esta observação fez-lhe descobrir o que procurava. Ficou tão contente que saíu do banho e correu para a rua a gritar: Eureka! Eureka! (encontrei! encontrei!)
Com base nesta hipótese explicativa, pegou em duas massas com o mesmo peso que o da coroa, uma de ouro e outra de prata. Mergulhou a massa de prata numa taça cheia de água e mediu a água que transbordou. Retirou então esta massa, voltou a encher a taça, mergulhou a massa de ouro e voltou a medir a água que saíu. Com esta experiência pôde verificar que a massa de ouro não fez transbordar tanta água como a de prata e que a diferença entre as quantidades de águia deslocadas era igual à diferença entre os volumes da massa de ouro e da massa de prata em igual peso.
Finalmente, voltou a encher a taça, mergulhando desta vez a coroa, que transbordou mais água do que a massa de ouro de igual peso mas menos que a massa de prata. Calculou então, de acordo com estas experiências, em quanto a quantidade de água que a coroa desalojara era maior que aquela que deslocara a massa de ouro. Estava pois em condições de saber qual a quantidade de prata que fora misturada ao ouro e mostrar claramente a fraude do artesão.
O rei não deve ter ficado lá muito satisfeito com o ourives...
Teorema de Arquimedes
Todo corpo sólido mergulhado num fluido em equilíbrio recebe uma força de direção vertical e sentido de baixo para cima de intensidade igual ao peso do líquido deslocado.

Cena 2 – ERROS DA ENGENHARIA década de 70 - Um grande reservatório apoiado tem sua construção iniciada, em uma Cidade cujo lençol freático é quase aflorante em determinada época do ano.
Para surpresa geral, um vacilo de projeto (esqueceram de Arquimedes) provocou a flutuação do reservatório de 2.000 m³
                                                                Reservatório Enterrado
 Cena 3 – SUCESSOS DA ENGENHARIA 2.000 DC - Holanda - HOUSEBOATS, as casas flutuantes de Amsterdam
Prédio Flutuante 1

                                                                                                           Prédio Flutuante 2
Não por acaso se trata dos Países Baixos: a Holanda está sempre procurando formas de lutar contra a ameaça das águas. Sua nova arma são as casa anfíbias.

Durante séculos, os holandeses construíram diques para proteger-se do mar. Agora que se prevêem inundações mais freqüentes devido à mudança do clima mundial, resolveram aprender a conviver com o mar ao invés de mantê-lo à distância.

Essa mudança de atitude reflete-se num novo projeto de casas em Maasbommel, a cerca de 100 quilômetros a oeste de Amsterdã. É uma comunidade de casas anfíbias.

Ao contrário das casas flutuantes ancoradas nos canais holandeses, ou das aldeias flutuantes da Ásia, essas casas são construídas em terreno firme. Mas são projetadas para flutuar em caso de inundações. Elas foram fabricadas em madeira leve e com base de granito oca, o que permite a flutuação.

Sem partes fixas de cimento, a estrutura está apenas depositada sobre o solo e ajustada a postes de 5 metros de altura com anéis deslizantes, o que permite que acompanhe a subida da água. Todos os cabos elétricos e os encanamentos de água e saneamento são feitos em tubos flexíveis e vão dentro dos postes de sustentação.
“Elas são como qualquer outra casa”, diz o construtor, Has van de Beek. “A única diferença é que, quando sobe a água, sobe a casa.”

Por isso, durante períodos de subida das marés, os moradores precisarão de um bote para ir do dique, onde estacionam seus carros, até a casa.

Durante mais de mil anos, os holandeses desenvolveram técnicas para conter o mar e ganhar terreno sobre ele. Os vertedouros de terra e as bombas de desaguar, movidas por moinhos, criaram áreas secas roubadas às águas, chamadas polders, onde se ergueram cidades, pastos e campos de cultivo. Se não fosse por seu sistema de diques e canais, hoje metade da Holanda já teria submergido.

O país tem padecido de graves inundações na última década, especialmente em 1993 e 1995, que causaram danos de milhões de dólares. Em 1953, mais de 1.800 pessoas morreram durante uma inundação que é lembrada simplesmente como “o desastre”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário