quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

VAZÃO


VAZÃO
Vazão em hidráulica é a quantidade de liquido que é transportada em uma unidade de tempo, e medida em uma secção de um conduto livre (Rio, Canal, Tubulação) ou de um conduto forçado por meio de uma tubulação.
No conduto livre a pressão na superfície do liquido é a pressão atmosférica. E no conduto forçado a pressão do liquido é maior que a pressão atmosférica.
A vazão está ligada a rapidez com que o líquido passa por uma determinada secção, Assim, pode-se escrever a vazão como:
Q = S x V
Onde:
Q = vazão
S = Área da Secção
V = velocidade
Assim com uma seção onde a área foi medida em m² e a velocidade de escoamento V em m/s, vazão Q,  é dada em m³/s.
Esta equação é denominada equação da continuidade e é invariável ao longo de qualquer caudal quer seja aberto ou fechado, livre ou sob pressão, desde que não haja contribuições, ou retiradas no percurso.
 Medir a vazão, porém não é uma atividade simplista, pois ao administrador interessa conhecer a vazão instantânea e a totalizada, para que possa gerenciar a atividade de produção quer seja em uma irrigação, ou no abastecimento de uma cidade, pois da vazão decorre quase todos os indicadores de gestão, principalmente as perdas.
Quando se trata de pequenos canais ou rios, a solução da vazão instantânea é mostrada conforme postado em:
Porém os maiores problemas residem na gestão de abastecimento das cidades, e nesta condição os projetos não contemplam este importante item operacional, e quando contemplam restringem apenas a medição instantânea nas etas por meio de calhas parshall.
Nas calhas para se ter, a precisão da totalidade de volume que foi transportado no dia ou em outro intervalo de tempo, ter-se-ia que medir todas as variações de vazões, as interrupções e a duração de CAD um destes eventos, o que é praticamente impossível, sem a utilização de uma instrumentação adequada.
Assim concluímos que toda gestão baseada na vazão instantânea por meio da vazão nominal das bombas, e na instantânea das calhas são todas vinculadas a uma margem de erro muito grande, o que infere no resultado dos indicadores dela derivada.
 Esta condição de não se implantar uma eficiente política de MACROMEDIÇÃO, nos sistemas de abastecimento de água era decorrente da ausência de instrumentos nacionais, e com custos compatíveis com cada infraestrutura implantada, porém atualmente esta condição está ultrapassada e é muito barata uma eficiente gestão de vazão do que os custos gerados pela sua não implantação.
Assim com o advento dos medidores ultrassônicos, e magnéticos, fazendo parte da indústria nacional, os custos já não são mais limitantes, assim como a montagem, calibração e manutenção.

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