segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ELEVATÓRIA DE ESGOTO

ELEVATÓRIAS DE ESGOTO

Se a solução de projeto for a de esgoto combinado, ou separador absoluto, tem um estágio da rede limitado pelo bom senso, pelas normas, e pelo local de implantação do projeto, e aí é o limite de um trecho ou bacia que se esgota por gravidade, e a solução é trazer todo volume esgotado para uma cota superior por onde deve continuar a condução por gravidade.

É nesta condição que iremos projetar nossa estação elevatória de esgoto (EEE), que pode ser classificada como de pequeno, médio e grande porte, e que será fator fundamental para definição de suas características de projeto.

Elevatórias de Pequeno Porte

Estas elevatória caracterizam-se por elevar pequenas vazões, e consequentemente são de baixa potência, e estão localizadas na rede coletora.
As elevatórias de pequeno porte, por estarem localizadas na rede coletora, fazendo parte integrante destas, geralmente estão localizadas em áreas de elevado impacto de vizinhança, e nesta condição não deve emanar odor, ser adequada com o meio ambiente, ter arquitetura não impactante, ruídos reduzidos entre outros.

Elevatórias de Médio e Grande Porte

Estas elevatórias, são responsáveis por médias e grandes vazões, e estão localizadas em coletores tronco.

Estas elevatórias com raras exceções, geralmente estão localizadas em fundos de vales, e em locais que permitem obras com características mais impactantes na vizinhança.


Uma regra é fundamental neste projeto de elevatória, deve ser construída com facilidades de manutenção, pois projetar e construir é moleza, o duro é operar, e esta demora toda vida útil do projeto.

Como exemplo, desta inversão de quem projeta sem pensar como será a operação, citamos uma elevatória construída na cidade de Paranatinga a cerca de 350 Km da capital Cuiabá, nesta elevatória o operador toda semana deveria literalmente MERGULHAR, na merda para desobstruir o crivo das bombas, é um verdadeiro absurdo e desumano, tudo devido a uma concepção de projeto.
                                                                                                       EEE – Paranatinga

                                                EEE – Interior do Poço de Sucção 


Operar portanto é a questão fundamental em que o projetista deve se concentrar quando da concepção do projeto, e três pontos são fundamentais:

- O Lixo
- Os Equipamentos e
- A continuidade da operação

Se o projeto está na fase de concepção, em qualquer situação sugerimos que se utilize as recomendações da NTS 217, com o rigor de utilizar a caixa de passagem com grade para todas as ligações domiciliares. Pois já está mais do que comprovado a ineficiência das campanhas de orientações para o uso adequado da rede coletora de esgoto, e assim o problema fica transferido para  o usuário, que passará a ter os cuidados necessários em decorrência das consequências advindas do mau uso.


Com esta condição, minimizamos a operação com a retirada do lixo, o que já é um grande avanço no impacto de vizinhança.


Quanto aos equipamentos, temos a disponibilidade de utilização de BOMBAS SUBMERSÍVEIS, BOMBAS AUTOESCORVANTES, e BOMBAS CONVENCIONAIS em Poço seco.

Vamos nos ater as elevatórias de pequeno porte, onde é relevante as vantagens de uso das bombas submersíveis, sendo de instalação mais compacta, de fácil remoção, e robustas no funcionamento. 

Com essa aplicação é possível ter instalações arquitetonicamente harmoniosas, e com impacto nulo no meio ambiente, ocupando pequenos espaços e convivendo com outros espaços públicos.


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