segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PRODUTIVIDADE

PRODUTIVIDADE

“A Produtividade de um sistema organizacional é decorrente da eficiência e do rendimento da mão-de-obra direta envolvida na execução da tarefa.”



Na década de 70, iniciamos uma análise na produtividade da mão de obra envolvida, em algumas tarefas essenciais na Empresa de Saneamento, priorizando aquelas em que se concentravam o maior numero de operários. O primeiro grupo a ser avaliado foi os de OPERADORES DE RESERVATÓRIOS, sim isto mesmo que leram, e esta função existe até os dias de hoje, onde um grupo de profissionais se reveza para não deixar o reservatório extravasar, e ligar e desligar as bombas em horários programados; como se tratava de um “desperdício de mão de obra” iniciamos um trabalho de controle automatizado destas funções, que o tempo encarregou de deteriorar, e foi abandonado por falta de interesse e manutenção. Cuidar de Reservatórios é um trabalho entediante, e que leva a muito sono, além de que os profissionais envolvidos podem ser mais bem aproveitado e conseqüentemente melhor remunerado.


Outra função com grande numero de profissionais, é a de ENCANADORES, que operavam da seguinte forma: Um grupo que coubesse em um caminhão saia para o trabalho todos os dias a partir das 8:00h, e eram deixados em pontos distintos em função de cada tarefa, esses grupos eram constituídos em geral de um Encanador e um Servente, que eram recolhidos ao final da manhã, para almoçarem em sua base de trabalho. Neste método de trabalho o primeiro grupo que chegava, realizava o trabalho em alguns minutos, sentava na calçada e perdia-se precioso tempo de uma mão de obra importante para a Empresa, pois havia mais passeio com deslocamentos do que com efetivo serviço. A solução foi copiada da Sanepar, que foi a pioneira em criar equipes dimensionada para cada tipo de serviço, assim como viaturas apropriadas a estas atividades.
   Viatura com um encanador/motorista e um auxiliar, realizam 90% dos serviços de campo.



São inúmeras as situações em que a mão de obra, tem um aproveitamento improdutivo, e sem controle, gerando assim profissionais desmotivados, pois tanto faz a sua perseverança ou não, que o seu salário será sempre o mesmo; Instituímos então um bônus produtividade, durou enquanto os membros das áreas meio resolveram buscar o mesmo beneficio; afinal o operador é público. Em uma Empresa de saneamento o esforço deve ser concentrado nas áreas “fins”, e devem ser apoiadas pelas áreas “meios”. Assim teremos uma empresa produtiva, e com reais benefícios ao publico usuário dos serviços.

Infelizmente o poder público é ineficiente quando o assunto é produtividade, agilidade, e interesse coletivo, dando margem a que em uma transição entre poderes, a iniciativa privada melhore acima de 30% em todos os aspectos o desempenho da empresa, apenas com medidas administrativas.

A gestão da empresa concedida, não é uma questão de quem faz melhor, e sim a de quem pode fazer melhor e sem restrições. Nestas condições são reduzidos os custos operacionais, melhorado os serviços, e conseqüentemente a arrecadação, o que permite ter uma Empresa com uma TIR, superior a da empresa pública, e praticar uma tarifa igual ou inferior a em vigor.

Baixa Produtividade tem como conseqüência retrabalho, e dinheiro no ralo

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