PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA: COMO CALCULAR, ERROS E EXEMPLOS

O Brasil perde 40,31% da água que trata antes que ela chegue às torneiras. São cerca de 5,8 bilhões de metros cúbicos por ano, o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas jogadas fora todos os dias, segundo o Estudo de Perdas de Água 2025 do Instituto Trata Brasil, com dados do SINISA de 2023.

Em 2014 publiquei aqui uma série sobre o tema comparando o abastecimento de água a uma indústria. Doze anos depois, a comparação continua valendo, e os números pouco mudaram. Em 2019 o índice nacional era de 39,24%; em 2023, 40,31%.

Esta reportagem retoma o assunto de forma didática: o que são perdas, como calculá-las corretamente, quais erros distorcem os números e o que fizeram as cidades que resolveram o problema, aqui e no exterior.

A INDÚSTRIA DA ÁGUA

Imagine uma fábrica de refrigerante. Ela compra matéria-prima, industrializa, engarrafa e entrega na casa do cliente. Agora imagine que, de cada 10 garrafas produzidas, 4 quebram no caminhão ou são entregues sem nota. Essa fábrica não sobrevive.

Um sistema de abastecimento funciona do mesmo jeito:

  1. A matéria-prima é a água bruta do rio, do lago ou do poço.
  2. A fábrica é a ETA (Estação de Tratamento de Água), que transforma água bruta em água tratada.
  3. O caminhão de entrega é a rede de distribuição, que leva o produto até cada casa.
  4. O caixa é o hidrômetro, que mede quanto cada cliente comprou.

PERDA É TUDO O QUE FOI PRODUZIDO E NÃO CHEGOU AO CLIENTE, OU CHEGOU E NÃO FOI MEDIDO.

A diferença em relação à fábrica de refrigerante é que, no saneamento, a falência não fecha a empresa: quem paga a conta é o usuário, com tarifa mais alta, e o meio ambiente, com mais água retirada dos rios.

O TONEL FURADO

Um sistema de abastecimento de água com perdas elevadas é semelhante a um tonel com excesso de furos: não se consegue enchê-lo, pouco é aproveitado e muito é jogado fora.

O tonel furado: sem controle das perdas, a água que entra não basta para encher o sistema.

O tonel furado: sem controle das perdas, a água que entra não basta para encher o sistema.

Sem controle dos furos, isto é, das perdas, o sistema sempre apresentará deficiência, exigindo a chamada MANOBRA: o fechamento de registros por setores, para que a água chegue a uma parte da cidade de cada vez.

Quando operei o sistema de Cuiabá, na década de setenta, existia um caderno com anotações de 250 manobras diárias para se conseguir abastecer a cidade.

OS DOIS TIPOS DE PERDA

Toda perda cabe em uma de duas gavetas. A diferença entre elas define onde investir.

PERDAS REAIS (OU FÍSICAS) são a água que efetivamente sai da tubulação e não chega a ninguém. É o produto que cai do caminhão.

  • vazamentos visíveis, que afloram no asfalto ou na calçada;
  • vazamentos não visíveis, que drenam para galerias e infiltram no solo, às vezes por anos;
  • extravasamentos de reservatórios, quando a boia ou a operação falham;
  • vazamentos nos ramais, entre a rede e o hidrômetro, que são a maioria das ocorrências.

PERDAS APARENTES (OU COMERCIAIS) são a água que chega ao consumidor, mas não é medida ou não é cobrada. O produto foi entregue, mas não passou pelo caixa.

  • ligações clandestinas e fraudes no hidrômetro;
  • hidrômetros velhos que medem menos do que passa (Submedição);
  • ligações sem hidrômetro, cobradas por estimativa;
  • erros de leitura, de cadastro e de faturamento.

A DISTINÇÃO IMPORTA PORQUE CADA GAVETA TEM REMÉDIO DIFERENTE.

PERDA REAL se combate com pesquisa de vazamentos, controle de pressão e troca de rede.

PERDA APARENTE se combate com hidrômetros novos, cadastro atualizado e fiscalização. Trocar tubulação para resolver fraude é dinheiro jogado fora, e vice-versa.

Nas capitais brasileiras, o Trata Brasil estima que 60% das perdas sejam reais e 40% aparentes. Em Tóquio, onde quase não há fraude, as perdas aparentes são só 0,8% do volume distribuído.

COMO CALCULAR

O cálculo das perdas é uma conta de diferença: quanto entrou no sistema menos quanto foi consumido.

O DIFÍCIL NÃO É A CONTA, É TER OS NÚMEROS. SEM MEDIR O QUE SE PRODUZ E O QUE SE CONSOME, TUDO VIRA ACHISMO, CHUTÔMETRO E ESTIMATIVA.

O balanço hídrico da IWA

A International Water Association (IWA) criou um quadro que organiza toda a água do sistema. É a referência mundial, adotada no Brasil pelo SNIS e hoje pelo SINISA. Lê-se da esquerda para a direita:

Volume de entradaComponenteDetalheClassificação
Volume produzido (entra na rede)Consumo autorizado faturadoMedido por hidrômetro ou estimado e cobradoÁgua faturada
Consumo autorizado não faturadoCombate a incêndio, prédios públicos isentos, lavagem de redesÁgua não faturada
Perdas aparentesFraudes, ligações clandestinas, Submedição, erros de cadastroÁgua não faturada
Perdas reaisVazamentos em adutoras, redes, ramais e reservatórios; extravasamentosÁgua não faturada

AS FÓRMULAS

O ÍNDICE DE PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO (IPD) compara o volume produzido com o volume consumido autorizado.

É o olhar da operação: mostra quanto da água tratada se perde no caminho até o consumidor.

IPD (%) = (V produzido - V consumido autorizado) / V produzido x 100

O ÍNDICE DE PERDAS NO FATURAMENTO (IPF) compara o volume produzido com o que foi efetivamente cobrado.

É o olhar do caixa: mostra quanto da água produzida não vira receita.

IPF (%) = (V produzido - V faturado) / V produzido x 100

O ÍNDICE DE PERDAS POR LIGAÇÃO (IPL) divide o volume perdido pelo número de ligações ativas. É o indicador mais justo para comparar cidades diferentes, porque o percentual cai artificialmente onde o consumo é alto.

IPL (L/ligação.dia) = V perdido (L/dia) / N ligações ativas

Onde:

V produzido = volume de água produzido no período

V consumido autorizado = volume medido e estimado nas ligações, mais os usos autorizados (bombeiros, lavagem de redes, prédios públicos)

V faturado = volume efetivamente cobrado dos usuários

V perdido = V produzido - V consumido autorizado, convertido para litros por dia

N ligações ativas = número de ligações de água em funcionamento

A Portaria nº 490/2021 do antigo Ministério do Desenvolvimento Regional define como nível de excelência, a ser alcançado até 2034, um IPD de no máximo 25% e um IPL de no máximo 216 litros por ligação por dia.

EXEMPLO PASSO A PASSO

Uma ETA convencional de 50 L/s com medidor apenas na captação, como tantas em Mato Grosso:

EtapaVolume (m³/dia)
Volume captado (medidor na captação)4.320
(–) Água de processo da ETA: retrolavagem de filtros e descarte de lodo, já descontado o reúso130
Volume produzido (entra na rede)4.190
(–) Consumo micromedido + estimado nas ligações sem hidrômetro2.850
(–) Consumo autorizado não faturado90
Perdas na distribuição (reais + aparentes)1.250

O IPD é 1.250 ÷ 4.190 = 29,8%. Supondo que o sistema tenha 1.400 ligações ativas, as perdas por ligação são 1.250.000 L ÷ 1.400 = 893 L/lig.dia, quatro vezes o limite de excelência.

O percentual parece razoável, mas o indicador por ligação mostra que ainda há muito a fazer.

Repare na água de processo da ETA: ela fica antes do volume produzido. A retrolavagem de 4 filtros de 6 m², a 0,80 m/min durante 8 minutos, consome cerca de 154 m³/dia, ou 3,6% da produção.

Sem reúso, essa parcela chega a 4% ou 5%. Ela é consumo legítimo da fábrica, não perda da rede.

OS ERROS MAIS COMUNS

Na minha experiência com diagnósticos, o índice de perdas raramente está errado por causa da fórmula. Está errado por causa dos números que entram nela.

  1. Medir a produção pela placa da bomba.

Sem macromedidor, o volume produzido costuma ser calculado pela vazão nominal multiplicada pelas horas de funcionamento: uma ETA de 45 L/s, 20 horas por dia, daria 3.240 m³/dia. A conta ignora paradas, desgaste da bomba, variação de nível e a curva real do equipamento. Um erro de 10% na produção vira um erro muito maior no índice de perdas.

  1. Comparar o volume captado direto com o consumido.

A água de lavagem de filtros e descarte de lodo é consumo da ETA, não perda da rede. No exemplo da seção anterior, ignorar essa parcela eleva o IPD de 29,8% para 31,9%. Em ETAs sem reúso, a distorção é maior e pode levar a trocar tubulação quando o investimento certo seria um tanque de recuperação da água de lavagem.

  1. Confundir perda no faturamento com perda na distribuição.

O IPD usa o consumo autorizado; o IPF usa o volume faturado. Quando se usa o faturado no lugar do consumido, o resultado mistura perdas com isenções e consumos não cobrados. Os dois índices são úteis, mas não são a mesma coisa e não podem ser comparados entre si.

  1. Esquecer a água exportada.

Município que vende água para o vizinho tem um denominador inflado. O Trata Brasil registrou Suzano (SP) com 0,88% de perdas e Nova Iguaçu (RJ) com 1,89% em 2023, números que o próprio estudo atribui ao volume de água exportada para outros municípios, não a uma rede perfeita.

  1. Aceitar dados que não fecham.

Os números do SINISA são autodeclarados pelos prestadores. Em Diamantino (MT), o SINISA de referência 2024 declarou perdas de 25,6% e uma produção média de 34,8 L/s; mas o consumo declarado de 244,5 L/hab.dia, para 17.965 habitantes, soma cerca de 50,8 L/s, mais do que a produção. Em setembro de 2026, um diagnóstico técnico apresentado em audiência pública apontou 68% de perdas na cidade. Antes de comparar, verifique se a conta fecha.

  1. Olhar só o percentual.

Uma cidade com consumo per capita alto parece eficiente em percentual, mesmo perdendo muitos litros por ligação. Por isso a Portaria 490/2021 exige os dois indicadores ao mesmo tempo: até 25% e até 216 L/lig.dia.

  1. Confiar em hidrômetros velhos.

Hidrômetro antigo trava, mede menos e esconde perda aparente. No Japão, a Lei de Medição obriga a troca dos hidrômetros a cada 8 anos.

  1. Trabalhar com médias mensais soltas.

A média esconde as madrugadas. A vazão mínima noturna, quando quase ninguém consome, é o melhor termômetro dos vazamentos, e só aparece com medição contínua.

O BRASIL EM NÚMEROS

O país está longe da meta, e a desigualdade é grande. No ranking internacional usado pelo Trata Brasil, o Brasil ficou em 86º lugar entre 139 nações, atrás da China, da Rússia e da África do Sul.

Recorte (SINISA 2023)Perdas na distribuição
Brasil40,31%
Região Norte49,78%
Região Nordeste46,25%
Pior estado: Alagoas69,86%
Melhor estado: Goiás25,68%
Média das 27 capitais39,52%
Pior entre os 100 maiores municípios: Maceió (AL)71,73%
Várzea Grande (MT)58,87%
Santos (SP), referência de excelência7,18%

Apenas duas capitais, Teresina e Goiânia, estão abaixo de 25%. Dos 100 maiores municípios, só 13 cumprem ao mesmo tempo os dois limites da Portaria 490/2021.

O Trata Brasil calcula que levar o país de 40,31% para 25% economizaria 1,9 bilhão de m³ por ano, o consumo de cerca de 31 milhões de pessoas. O ganho bruto seria de R$ 34,6 bilhões até 2034; descontados os investimentos, o benefício líquido fica em R$ 17,3 bilhões.

QUEM CONSEGUIU REDUZIR

Na série de 2014, citei dois casos de concessões que viraram referência: Limeira (SP), que reduziu as perdas de mais de 45% para cerca de 15%, e Campo Grande (MS), onde a Águas Guariroba levou o índice de 56% para 22% controlando os grandes consumidores por telemetria e combatendo fraudes, que na metade dos anos 2000 atingiam 30% das ligações.

O QUE O MUNDO ENSINA

O mundo perde cerca de 126 bilhões de m³ de água tratada por ano, algo como US$ 39 bilhões, segundo o estudo de Roland Liemberger e Alan Wyatt publicado em 2018. Isso é 30% de toda a água que entra nos sistemas urbanos.

A América Latina perde 121 litros por habitante por dia; a Austrália, que enfrentou secas longas, apenas 36.

O Brasil perde dez vezes mais água que Tóquio: perdas de água em % do volume que entra no sistema.

Tóquio: índice de vazamento (Tokyo Waterworks, ano fiscal 2023). Singapura, Phnom Penh, Inglaterra, França e Malásia: água não faturada, anos variados. Brasil e Alagoas: perdas na distribuição (SINISA 2023, Trata Brasil). Indicadores de definição próxima, não idênticos.

TÓQUIO: DE 80% PARA MENOS DE 4%

Logo após a Segunda Guerra Mundial, a rede de Tóquio perdia 80% da água. No ano fiscal de 2023, o índice de vazamento era de 3,9%, numa rede de 27.520 km que atende 13,7 milhões de pessoas. A cidade não fez isso com uma obra só, mas em seis estágios:

  1. Acima de 30%: consertar com rapidez os vazamentos visíveis.
  2. Entre 30% e 20%: dividir a rede em zonas, fazer cadastro preciso e caçar vazamentos subterrâneos.
  3. Entre 25% e 20%: começar a troca de tubos deteriorados por ferro dúctil.
  4. Entre 20% e 12%: acelerar a troca de rede e revisar métodos de trabalho.
  5. Entre 12% e 5%: trocar os ramais prediais por aço inoxidável.
  6. Abaixo de 5%: manter, com troca planejada baseada em custo-benefício.

Três lições de Tóquio valem para qualquer cidade.

  • Mais de 95% dos vazamentos acontecem nos ramais, não na rede principal.
  • O trabalho planejado de pesquisa representa só 6,8% dos reparos, mas elimina 60% do volume vazado.
  • E a rede é dividida em blocos de cerca de 1.100 domicílios, cada um com medidor e leitura da vazão mínima noturna. Hoje, 99,9% da rede é de ferro dúctil e 100% dos ramais são de aço inox, e vazamentos visíveis são consertados no mesmo dia.

SINGAPURA E PHNOM PENH

Singapura reduziu a água não faturada de cerca de 9,5% em 1990 para aproximadamente 5%. Todas as ligações são medidas, não há ligações clandestinas e a rede nova usa materiais de alta qualidade; o país agora instala hidrômetros inteligentes com leitura remota.

Phnom Penh, no Camboja, é o exemplo preferido do Banco Asiático de Desenvolvimento: uma empresa pública que reduziu a água não faturada de cerca de 73% em 1993 para 6%.

PROVA DE QUE O PROBLEMA É DE GESTÃO, E NÃO DE RIQUEZA.

E OS QUE AINDA SOFREM

A Malásia perde cerca de 36%, e boa parte da África fica entre 40% e 50%. No Brasil, o índice médio de 40,31% nos coloca no grupo dos países em desenvolvimento que ainda não tornaram o controle de perdas uma política permanente.

O CAMINHO PRÁTICO

REDUZIR PERDAS NÃO COMEÇA COM OBRA, COMEÇA COM MEDIÇÃO.

A sequência que recomendo para municípios pequenos e médios segue a mesma lógica dos estágios de Tóquio, adaptada à nossa realidade:

  1. Medir a entrada e a saída da ETA. Um macromedidor na captação e outro na saída do reservatório de água tratada separam o que é problema da fábrica do que é problema da rede. Se só houver dinheiro para um medidor neste ano, coloque-o na saída da ETA.
  2. Fazer o balanço hídrico da IWA, mesmo que com estimativas, deixando claro o grau de confiança de cada número.
  3. Atacar o que é barato e rápido: consertar vazamentos visíveis em prazo curto, recuperar a água de lavagem dos filtros e corrigir extravasamentos de reservatórios.
  4. Controlar a pressão. Pressão alta nas partes baixas da cidade multiplica vazamentos. Zonas de pressão e válvulas redutoras costumam ter retorno rápido.
  5. Setorizar a rede em distritos de medição (DMCs), com um medidor na entrada de cada setor e leitura da vazão mínima noturna. É assim que se descobre em qual bairro está a perda.
  6. Renovar o parque de hidrômetros e o cadastro comercial, cruzando as ligações que pagam com as que existem em campo.
  7. Trocar ramais e redes de forma planejada, começando pelos trechos com mais ocorrências, como fez Tóquio com os ramais de aço inox.

O estudo de Liemberger e Wyatt estima que reduzir em um terço as perdas mundiais teria retorno do investimento em pouco mais de cinco anos; os próprios autores admitem que, na prática, o prazo fica entre 7 e 10 anos. Ainda assim, é mais rápido e mais barato do que construir uma nova captação.

HIDROMETRAÇÃO 100%: QUANDO DÓI NO BOLSO

A redução das manobras se consegue com a hidrometração, de preferência começando pelas zonas baixas e depois pela zona alta. E ela não pode ser parcial: TEM QUE SER 100%.

É uma ação que não rende votos, pois mexe diretamente com o bolso do consumidor, e é aí que reside o segredo. Se o cidadão não sente o efeito do desperdício no próprio bolso, ele não economiza, e ainda promove o desperdício.

Só quando dói no bolso o consumidor economiza: o hidrômetro transforma desperdício em conta a pagar.

Só quando dói no bolso o consumidor economiza: o hidrômetro transforma desperdício em conta a pagar.

Os exemplos da eficiência da instalação de 100% de medidores no combate às perdas são inúmeros. Cito o mais recente, na cidade de Rosário Oeste, onde a hidrometração culminou com a redução do consumo de energia e também das horas de operação, de 24 para pouco mais de 12 horas por dia, com toda a cidade abastecida.

CONCLUSÃO

Perda de água não é fatalidade, é falta de gestão. Tóquio saiu de 80% para menos de 4%, Phnom Penh de 73% para 6%.

O Brasil continua acima de 40% há mais de uma década.

O primeiro passo é o mais simples e o mais negligenciado: MEDIR.

Sem macromedição, qualquer índice é estimativa, e estimativa mal feita leva a investir no lugar errado. Com medição, o balanço hídrico mostra onde está o problema, e a solução deixa de ser achismo para virar engenharia.

A regra é simples: OU SE FAZ O COMBATE ÀS PERDAS, OU SE INVESTE EM AUMENTO DE PRODUÇÃO DE ÁGUA TRATADA. O BARRIL É O MESMO.

Jorcy Francisco de França Aguiar é engenheiro civil e sanitarista, CREA-MT 874/D, e atua em diagnóstico operacional, projetos e concessões de sistemas de saneamento em Mato Grosso.

Fontes

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