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O ponto cego do saneamento: por que operamos ETAs e ETEs sem medir a vazão?

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  O PONTO CEGO DO SANEAMENTO: POR QUE OPERAMOS ETAS E ETES SEM MEDIR A VAZÃO?

AUTOMAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E ESGOTO

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É de fundamental importância que a operação de uma ETA ou ETE seja apoiada em dados reais medidos, o que leva a economia de produtos químicos, segurança operacional, e agilidade na tomada de decisão. Um dos principais parâmetros de controle é a vazão, a partir da qual deriva todas as ações de controle. O PH da água bruta em algumas ETAs varia com muita frequência, em decorrência do comportamento de regime de chuvas, e de descargas de barragens a montante, e a ação de controle dos dosadores devem ser imediatas, sob pena de se produzir por algum tempo água de qualidade fora dos padrões. Nas ETEs, a variação brusca do PH pode ser originária de um lançamento clandestino, ou de lançamentos de caminhões fossa com produtos não permitidos na ETE, e devem ser detectados imediatamente sob “pena de morte do reator”. A Turbidez é outra variável, que em muitos casos está associada a variação do PH, e deve ter um monitoramento continuo, para garantia da qualidade da água tratada distribuída ...

VAZÃO

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VAZÃO Vazão em hidráulica é a quantidade de liquido que é transportada em uma unidade de tempo, e medida em uma secção de um conduto livre (Rio, Canal, Tubulação) ou de um conduto forçado por meio de uma tubulação. No conduto livre a pressão na superfície do liquido é a pressão atmosférica. E no conduto forçado a pressão do liquido é maior que a pressão atmosférica. A vazão está ligada a rapidez com que o líquido passa por uma determinada secção, Assim, pode-se escrever a vazão como: Q = S x V Onde: Q = vazão S = Área da Secção V = velocidade Assim com uma seção onde a área foi medida em m² e a  velocidade  de escoamento V em m/s, vazão Q,   é dada em m³/s. Esta equação é denominada equação da continuidade e é invariável ao longo de qualquer caudal quer seja aberto ou fechado, livre ou sob pressão, desde que não haja contribuições, ou retiradas no percurso.   Medir a vazão, porém não...

GERENCIAMENTO REMOTO DE ELEVATÓRIA DE ESGOTO VIA GSM*

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GERENCIAMENTO REMOTO DE ELEVATÓRIA DE ESGOTO  VIA GSM* (*) Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM) Celular O PROBLEMA: As elevatória de esgoto são tradicionalmente projetadas com dispositivo de extravasamento, em decorrencia da falta de energia, e consequente acumulo do volume de esgotos que afluem no poço de sucção; é denominado ainda de desvio (by-pass) ou extravasor. Que normalmente situa-se a montante da referida elevatória e dos dispositivos de remoção de areias e sólidos grosseiros,  para fazer face a eventuais paralisações dos conjuntos motor-bomba e unidades de tratamento. Em decorrência de falhas operacionais, o sistema de bombeamento pode deixar de operar e todo esgoto afluente ao poço de sucção passa a ser lançado no córrego, causando um forte impacto ambiental, em decorrência da excessiva carga poluidora.                     ...

SISTEMA DE AUTOMAÇÃO, TELEMETRIA, TELECOMANDO E TELESUPERVISÃO NOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO.

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No inicio tudo era escuro, (e em muitos projetos ainda continuam) e o controle "às cegas" das elevatórias de esgoto, reservatórios, captações não existiam e somente eram corrigidos os defeitos quando este já tinha causado muito estrago ao meio ambiente (esgoto), e na população usuária (água). Naquela época a única disponibilidade de controle era os relés, e muita coisa derivou deste magnífico componente, onde uma cadeia de comandos ligado/desligado possibilitou inúmeros arranjos de automação.                                                                      Funcionamento de um relé O computador, ah só muito tempo depois foi possível ter no Bras...

GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

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GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Existem duas formas de gerenciamento de um sistema de abastecimento de água, sendo o primeiro no escuro, e o segundo de forma automatizada. a) Gerenciamento no escuro: Neste modo de gerenciar, o achismo é preponderante, assim como a participação do usuário do serviço que “chia” quando as coisas vão mal, e a falta d’água ocorre em sua residência.   Administrar um sistema de abastecimento de água no escuro, é possível em pequenas localidades, com um único sistema de reservação, dois setores de abastecimento, e onde um vazamento não tem duração que prejudique o sistema. Porém nos grandes centros distribuidores, a ausência de controle conduz a extravasamentos de reservatórios, falta d água em setores que serão descobertos quando o “estrago” já é muito grande, gerado pela extensão do tempo de duração entre uma falha no sistema e a ausência total de água nos reservatórios domiciliares. Um dos grandes problemas dos sistemas com expa...

CLP SEM SEGREDOS

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CLP SEM SEGREDOS O CLP nasceu dentro da industria automobilística, especificamente na General Motors, em 1968, seguindo uma especificação que refletia as necessidades de muitas indústrias manufatureiras. A idéia inicial do CLP foi de um equipamento com as seguintes características resumidas: 1. Facilidade de programação; 2. Facilidade de manutenção com conceito plug-in; 3. Alta confiabilidade; 4. Dimensões menores que painéis de Relês, para redução de custos; 5. Envio de dados para processamento centralizado; 6. Preço competitivo; 7. Expansão em módulos; 8. Mínimo de 4000 palavras na memória. A roda viva da atualização, da qual fazemos parte, movimenta e impulsiona o mercado mundial atualmente. Os profissionais buscam conhecimentos para se tornarem mais versáteis, adequando-se às necessidades das empresas, que por sua vez, buscam maior variedade e rapidez de produção para atender ao cliente, que se torna cada vez mais exigente. As empresas estão se reorganizando para atende...

MEDIDOR DE VAZÃO ELETROMAGNÉTICO PARA LIQUIDOS

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MEDIDOR DE VAZÃO ELETROMAGNÉTICO PARA LIQUIDOS Vazão e controle de líquidos Um dos grandes desafios de quem opera um sistema de abastecimento de água, é saber o quanto de liquido flui em uma tubulação, e aí impera o achismo quando não se tem um medidor confiável. Durante muitos anos se projetou sem que houvesse uma visão operacional, e hoje quase 100% dos sistemas não tem dispositivo de medição de vazão; conclusão opera-se no escuro. É importante ressaltar que para canais imperou e impera a calha Parshall, hoje dotada de ultrasom que possibilita o registro de todos os eventos do sistema, como falha no equipamento, quebra de adutora, falta de energia etc. porém quando o assunto era tubulação sob pressão, apena uma equipe com equipamentos especiais poderia saber a vazão instantânea ou registrada na tubulação, o método é conhecido como Pitometria, por utilizar o Tubo Pitot. Os equipamentos de medição permanente eram muito caro, e de difícil instalação tendo em vista que havia necessid...

MEDIDOR ULTRA SONICO US 11 – PARA CALHAS, VERTEDOUROS E CANAIS

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                                                          Medidor Ultra Som US 11 – Montado em Calha Parshall Princípio de medição A distância entre o transdutor e a superfície monitorada (lâmina de água no canal, ou do tanque, por exemplo) é diretamente proporcional ao tempo transcorrido entre a emissão e recepção do pulso de ultrassom pelo transdutor. Sabendo-se que a velocidade de propagação do som no ar é de 344 m/s a 20ºC, o cálculo é baseado na seguinte equação: Distância= (Velocidade do Som x Tempo) / 2 Uma vez que o tempo inclui o retorno do pulso de ultrassom refletido ao transdutor, a unidade controladora considera somente a metade desse valor para que o cálculo de distância seja corre...