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segunda-feira, 23 de maio de 2011

TRATAMENTO PRIMÁRIO:

TRATAMENTO PRIMÁRIO:



A GARANTIA DO SUCESSO NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO.

Os processos de tratamento dos esgotos são formados por uma série de operações unitárias empregadas para a remoção de substâncias indesejáveis, ou para transformação destas substâncias em outras de forma aceitável.

A remoção dos poluentes no tratamento, de forma a adequar o lançamento a uma qualidade desejada ou ao padrão de qualidade estabelecido pela legislação vigente, está associada aos conceitos de nível e eficiência de tratamento.

O tratamento preliminar, ou Primário, objetiva por meio de mecanismos estritamente físicos apenas a remoção dos sólidos grosseiros (materiais de maiores dimensões e areia) e, em decorrência, parte da matéria orgânica.

O tratamento Preliminar é a barreira, que garante as condições iniciais de projeto, do sistema secundário e terciário de tratamento, é nesta fase que se bloqueia principalmente a areia, que produz o assoreamento do sistema de tratamento, reduzindo áreas e volumes, e comprometendo o tratamento.
Gradeamento, com Limpeza manual diária


Desarenador Convencional

 Desarenador Tipo Ciclone

Quando inexiste o tratamento preliminar, ou não é feito a manutenção no processo, as condições de projeto, operação e manutenção deixa de existir e haverá o desequilíbrio entre as condições locais e as cargas poluidoras, e os inconvenientes dos processos aparecerão: exalação de mau cheiro, estética desfavorável, DBO efluente elevada, coliformes fecais em excesso, mosquitos, etc.

e quando se trata de lagoas que abrangem normalmente áreas extensas, as conseqüências do mau funcionamento podem atingir grandes comunidades, principalmente em relação ao mau cheiro. De acordo com a forma predominante pela qual se dá a estabilização da matéria orgânica, as lagoas costumam ser classificadas em:

Lagoas anaeróbias: Onde predominam processos de fermentação anaeróbia; imediatamente abaixo da superfície não existe oxigênio dissolvido. Na verdade tudo se passa como num digestor anaeróbio ou numa fossa séptica. Ocupam áreas menores que as lagoas facultativas, mas têm eficiência mais baixa na remoção de DBO. A profundidade fica em torno de 2,0 a 5,0 metros.

Lagoas facultativas: Nas quais ocorrem, de forma simultânea, processos de fermentação anaeróbia, oxidação aeróbia e redução fotossintética. Há predominância de decomposição anaeróbia, devido ao depósito de lodo no fundo. A zona aeróbia situa-se na parte superior, e na zona intermediária encontra-se a camada facultativa. Sua profundidade varia normalmente entre 1,0 e 2,0 metros.

Lagoas de maturação: São unidades dispostas após a lagoa facultativa, com o objetivo, principalmente, de aumentar a remoção de organismos patogênicos, através da ação dos raios ultravioletas do Sol. Também reduz sólidos em suspensão, nutrientes e uma parcela de DBO. Algumas estações de tratamento contam com várias lagoas de maturação, dispostas em série após a lagoa facultativa. Com adequado dimensionamento podem ser conseguidas remoções de coliformes maiores que 99,99%.

Quando não existe um tratamento preliminar eficiente, somado a um mal gerenciamento da recepção de caminhões fossa, tem como conseqüência a deterioração do sistema de tratamento.

      ETE Tipo lagoa - Sem tratamento preliminar  e lançamento de caminhões Fossa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

WETLAND CONSTRUIDA

PÓS TRATAMENTO DE ESGOTO EM REATORES ANAERÓBICOS

Apesar do empate no quesito eficiência de remoção de Coliformes e DBO, entre os principais sistemas de tratamento de efluentes domésticos, qual seja: lagoas, Lodos ativados e Reatores UASB, ainda observamos entre alguns projetistas, uma elevada preferência pelo sistema de lagoas, talvez pela cultura, talvez pela falta de observação dos sistemas implantados. O certo é que o sistema de lagoas na comparação sugerida tem os seguintes desempenhos;


SISTEMAS DE TRATAMENTO





Apesar da necessidade de pós tratamento, o UASB é de longe o sistema menos impactante na região, além de poder ser incluído no elemento paisagístico, e ter médio custo de construção.

Dentre os sistemas de pós tratamento, o filtro biológico é o que melhor associa-se ao processo, elevando assim a remoção de Coliformes e DBO, para valores próximos de 100%,

Para o reuso do efluente onde há disponibilidade de área, o processo de remoção em Wetland, apresenta-se como uma alternativa barata e que pode ser fonte de renda com o cultivo principalmente de plantas decorativas. No Wetland os mecanismos associados de: Sedimentação, Filtração, Adsorção, Precipitação, Decomposição, Metabolismo Microbiano, Metabolismo de Plantas, e Decaimento Bacteriano, tem demonstrado uma boa capacidade de redução de DBO, Sólidos em Suspensão, Nitrogênio, Fósforo, Traços de metais e Organismos Patogênicos.

Este processo consiste em passar o efluente a ser tratado em meio filtrante (brita, areia, silte, cascalho etc.) podendo ser com fluxo submerso horizontal, fluxo vertical, ou de fluxo combinado, cujos componentes fundamentais encontram-se macrófitas aquáticas, o substrato e bactérias responsáveis direta e indiretamente pela ocorrência de remoção dos poluentes.

Quanto ao balanço hídrico, destacam duas parcelas: a infiltração e a evapotranspiração, provocando a redução da vazão efluente do Wetland, ou seja funciona como sumidouro e evaporador, esperando-se que nos meses mais ensolarados, o efluente final seja nulo e nos meses mais frios e chuvosos haja uma parcela do efluente, onde pode ser aproveitado em um reservatório, que pode ser utilizado na fertirrigação de jardins, culturas agrícolas, ou reuso como descargas de vaso, em áreas adjacentes ou no próprio empreendimento.

É justamente nos períodos de estiagem que os corpos receptores encontram com suas vazões bastante reduzidas, com menor capacidade de autodepuração, daí a grande vantagem da utilização do Wetland, que reduzem ou anulam neste período o lançamento de efluentes líquidos. A qualidade do efluente sai bastante límpido e pode ser reusado após um processo de desinfecção.