terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UMA VISÃO DO RIO CUIABÁ

Parte 1 – Nível de Água do Rio Cuiabá de 1.966 a 2.008 – Cinco décadas

Para um resgate histórico do comportamento do Rio Cuiabá, buscamos as informações da Agência Nacional de Águas – ANA - Superintendência de Gestão da Rede Hidrometeorológica – SGH –por meio da Coordenadoria do Grupo de Validação dos Dados Hidrometeorológicos – GEINF cujos dados foram tabulados de forma a visualizar o comportamento da variação do nível do Rio Cuiabá na estação Rosário Oeste; onde destacamos os principais eventos durante um período de cinco décadas, dados em cm.

Período: Mínima Máxima

1.966 a 1.970 39 725

Data: 13-09-67 12-02-66

1.971 a 1.980 40 800

Data: 20-09-71 13-03-74

1.981 a 1.990 50 741

Data: 11-09-86 11-01-88

1.991 a 2.000 23 846

Data: 02-02-99 11-01-95

2.001 a 2.008 49 680

Data: 10-02-01 12-01-02

Neste período o Rio Cuiabá flutuou entre um nível mínimo de 23 cm em fevereiro de 1.999 e um nível máximo de 846 cm, em janeiro de 1.995, ou seja, o Rio possui uma elevada diferença entre o seu nível em período de estiagem e durante o período de cheia, sendo a predominância nos meses de setembro para as mínimas, e janeiro para as máximas. Esta é uma condição muito importante que deve ser considerada na elaboração de projetos de engenharia nas margens deste importante rio que banha as Localidades de Rosário Oeste, Acorizal, Guia, Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antonio do leverger, e Barão de Melgaço.

Um dos principais efeitos desta variação está associado com a mudança do perfil longitudinal e transversal do Rio, por meio dos assoreamentos e erosões de barrancos com uma formação geográfica sempre diferente a cada enchente do Rio, e este efeito pode ser visualizada por meio das obras da extinta empresa de saneamento do estado de mato grosso – Sanemat; hoje administradas pela Sanecap e DAE Várzea Grande, conforme os registros visualizados a seguir:



Captação do Porto:

Esta captação foi a primeira construída no Rio Cuiabá, pela empresa EFLA – Empresa de Força Luz e Água do Estado de Mato Grosso, e está localizada próximo a feira do porto, tratava-se de uma captação que funcionava com bombas de eixo horizontal em poço seco transportando água bruta para a estação de tratamento localizada na rua Presidente Marques, hoje Eta 1, junto ao memorial José Luiz de Borges Garcia. Este complexo foi abandonado na década de 70, pois com a mobilidade do Rio, houve um “espraiamento” causando em conseqüência uma modificação na cota de mínima, impossibilitando assim a utilização de sucção positiva em decorrência da redução da submergencia necessária, a solução encontrada foi a utilização de flutuadores, que são mantidos até a data atual.

Captação de Várzea Grande

Na década de 60 a captação de Várzea Grande era semelhante a de Cuiabá, exceto a tomada que se fazia por uma tubulação que alimentava o poço de sucção. Esta captação devido a mobilidade do Rio, ficou em uma área atingida apenas nos períodos de cheia, e consequentemente teve que ser abandonada, e substituída por uma tomada direta no rio por meio de tubulões.


A captação construída pelo sistema de tubulão resistiu até o ano de 2.008, quando o DAE VG, projetou e construiu um novo lance de tubulões, objetivando ampliar a vida útil desta captação, que em períodos de estiagem exigia a instalação de bombas sobre flutuadores, buscando garantir a submergencia necessária para operação das bombas.

Estes registros mostram com clareza o comportamento do rio ao longo destas cinco décadas, e reserva surpresas com os seus picos de estiagem e enchentes. Assim as obras de engenharia devem ser planejadas de modo que possam ser operadas em qualquer época do ano, e com vida útil garantida em qualquer situação de nível.

Parte 2 – Vazão do Rio Cuiabá de 1.966 a 2.008 – Cinco décadas

Com a urbanização das cidades, a contenção de margens impede que o rio provoque mudanças naturais no seu leito por meio de erosão de margens; porem a ação de dragagens provoca uma constante mutação da área do perfil transversal do rio com o aprofundamento de canais, assim como o aumento do assoreamento decorrente do maior nível de desmatamentos em sua área de contribuição. A soma destes dois fatores como elementos fundamentais provocam “espraiamentos” e direcionamentos de fluxo com comportamentos hidráulicos atípicos. Assim o rio Cuiabá apresenta diversas formações do seu perfil em função do trecho que flui, e a semelhança de todos os canais fluviais apresenta ao longo de seu perfil longitudinal, uma distinção entre seus vários segmentos, comprovando assim a dinamicidade do sistema. O perfil longitudinal de um rio sofre contínuas alterações, devido às variações no escoamento e na carga sólida, o que acarreta muitas irregularidades no seu leito como as corredeiras e as depressões. Ao longo do canal, o rio tenta eliminar essas irregularidades, na tentativa de adquirir um perfil longitudinal côncavo e liso, com declividade suficiente para transportar a sua carga. Outros fatores influenciam no perfil longitudinal tais como a confluência de tributários, as variações na resistência à erosão do substrato rochoso, a erosão remontante por mudança brusca em nível de base à jusante ou ainda as deformações neotectônicas locais ou na bacia de contribuição.

Normalmente, os rios ao longo de seu curso possuem vários segmentos, trechos em equilíbrio (ajustados) e em desequilíbrio (desajustados). Neste contexto, os trechos em equilíbrio apresentam inclinações suaves e constantes no perfil longitudinal, já os trechos em

desajustes apresentam irregularidades ou mesmo deformações em seu traçado. Concluímos, portanto que a cada trecho do Rio temos um perfil único, e com formato em função das características de sua margem, e com uma área única medida em m2 (metro quadrado):

E com beleza impar, o Rio Cuiabá flui rumo ao pantanal, e a sua velocidade muda em função dos trechos em que percorre, dependente da sua declividade, e da largura dos canais fluviais. Quanto maior a declividade, maior será a velocidade de escoamento; Concluímos portanto que o Rio possui velocidades variáveis em função do trecho que percorre.

Já podemos então falar de Vazão, o que é?

Vazão (Q), do Rio Cuiabá, é a quantidade de água em volume (m3), que flui em uma unidade de tempo, geralmente avaliado em segundo, ou horas, assim temos a vazão expressa em m3/segundo, ou m3/hora. A vazão do Rio corresponde ao produto da área da secção do rio em m2, pela sua velocidade em m/s. ou seja a vazão é igual ao produto da área pela velocidade (Q=A x V), esta equação é denominada equação da continuidade, ou seja não havendo contribuição ou retirada de água em um trecho do Rio, as mudanças do seu perfil transversal são acompanhadas da mudança da velocidade, mantendo assim constante a vazão no trecho inicial e final. Assim concluímos que pela dinamicidade do rio, este se apresenta em alguns trechos com elevada variação de nível, e somente podemos avaliar se o mesmo está “secando” se calcular-mos a sua vazão; que é a única variável que expressa quantidade de água, assim em 2.009 o Rio Cuiabá, pode estar com um nível muito baixo na régua do porto, em comparação com 1.964, e nem por isto pode estar com uma quantidade de água menor.


Assim recorrendo a um estudo que registra a vazão média do Rio Cuiabá de 1.962 a a.999, podemos verificar que a menor “seca” do Rio ocorreu antes do desenvolvimento da Cidade, ou seja, 1.964 e 1.969. e que as grandes cheias “grandes volumes de água” ocorreram no período de 1.979 e 1.998. Nesta análise, portanto devemos imaginar a potencialidade de grandes cheias se não houvesse a presença da barragem de Manso como contenedora de volumes expressivos que poderiam influenciar na vida tranqüila dos ribeirinhos.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A TARIFA DO SERVIÇO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Poucos serviços têm entrega a domicilio, como a água tratada para o consumo humano, e poucos são os humanos que conhecem o valor real deste serviço; desconhecem o valor financeiro da água tratada, e repetem sempre: A ÁGUA É DÁDIVA DE DEUS, sem dúvida nenhuma estão corretissimos, desde que acrescentem a frase:, EM SEU ESTADO NATURAL, ou seja, nos rios, lagos, minas, no subsolo etc. aí sim é dádiva divina.

Na década de 70 quando administrava o serviço de abastecimento de água e esgoto de Cuiabá, um cidadão reclamou do preço da água, e pediu para que viabiliza-se a sua redução, esclareci todas as fases do processo, e disse que não era minha atribuição, porém fiz-lhe uma proposta, a água tratada para o seu consumo diário, ser-lhe-ia servida de graça, desde que ele se propusesse a busca-la na estação de tratamento da Av. Presidente Marques, pois para entrega-la a domicilio os nossos custos eram muito elevados, e deveria-mos ter receita para continuar com a atividade; Resultado: ele preferiu o conforto de receber a água em seu domicílio, e entendeu a necessidade da contrapartida do pagamento; o que falta em nosso entendimento, é um linguajar simplista e objetivo, visando o entendimento da diferença entre a água que é dádiva divina, e a água industrializada pelas empresas de saneamento;

Na natureza a água dos Rio e Lagos, são impróprios para consumo em seu estado natural, faz-se necessário então que a empresa responsável pelo serviço a industrialize, retirando as suas impurezas e promovendo a sua desinfecção; tornando-a “água potável de mesa *” Portanto a água que é entregue a domicilio passa por um processo industrial, que envolve:

1. Retirada da Água do Manancial, onde se encontra no seu estado natural, e transporte por meio de tubos até a Estação de Tratamento. (Esta fase envolve altos custos com energia elétrica, e manutenção dos equipamentos e tubulações)

2. Potabilização da água bruta, com adição de produtos químicos, controles laboratoriais, Armazenamento, e Distribuição com entrega em domicilio. (Nesta Fase os custos envolvidos são: Produtos Químicos, reagentes, Pessoal, Manutenção de equipamentos, e tubulações)

Como unidades de apoio, as empresas necessitam de uma infra-estrutura que envolve:

1. Leituristas para averiguação de consumos

2. Softwares específicos para emissão de contas

3. Material de consumo para impressões

4. Técnicos especializados em comercialização

5. Equipe de atendimento público

6. Equipes de manutenção de equipamentos

7. Energia elétrica

8. Suporte de empresas de comunicação, correio, e telefonia.

9. etc.

Conclui-se, portanto que para o conforto de receber a água tratada no domicilio, deve haver uma contrapartida de pagamento para que a empresa possa manter a indústria em operação. E quanto é este custo? Quanto deve ser cobrado pelo serviço de entrega, e pelo produto água tratada? A resposta depende de cada empresa, pois cada uma tem um custo diferenciado de produção, porém como não há um agente regulador para o setor, cada município com gestão pública pratica o preço histórico da Sanemat; com raras exceções de aumento, e quando a gestão é privada, foi elaborado um estudo que antecedeu a licitação e definiu-se a tarifa inicial, e as regras para os reajustes futuros, assim temos em Mato Grosso diferentes valores de tarifa, em decorrência da administração de cada sistema público ou privado.

Na maioria das situações o aumento da tarifa está condicionado a uma cesta de insumos que envolvem a variação do custo de: Pessoal, Energia Elétrica, Produtos Químicos, e variação de preços de demais insumos aferido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), assim pratica-se um aumento em conformidade com a expansão do custo da Empresa para que esta possa continuar prestando serviços adequados, que deve contemplar, a regularidade, e qualidade no abastecimento de água, entre outros.

E O ESGOTO?

O esgoto é um produto resultante do consumo de água; assim em uma residência o esgoto gerado é calculado com um volume de cerca de 80% de toda água medida na entrada do imóvel, e que deve ser descartado de forma ecologicamente correta, necessitando, portanto de tubulações para a sua coleta, e estação de tratamento para promover o polimento necessário para o retorno da água ao Rio. E neste processo de coleta de esgoto, e tratamento, também são necessários recursos financeiros para manutenção das redes, pagamento da energia das elevatórias, pessoal operativo, produtos químicos, reajentes entre muitos custos envolvidos. A contrapartida financeira por parte dos beneficiados pelo serviço é geralmente calculada como uma fração do valor da fatura de consumo de água, estando em cerca de 30 a 100% do valor da mesma.

O RETRATO DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

Com a herança dos ativos da Sanemat, os municípios após cerca de 10 anos de assunção dos serviços com uma gestão pública municipal, em sua maioria dependem do subsidio da receita da Prefeitura para garantir o sistema em operação; e de emendas parlamentares e outros recursos para realizarem investimentos; esta condição é resultante de um elevadíssimo índice de inadimplencia, e em alguns casos da incompatibilidade da tarifa com os custos do serviço, e aí o resultado não é dos melhores, com o serviço adequado longe de atingir um índice de satisfação dos usuários do serviço. Este quadro fica ainda mais critico com o crescimento das cidades, e com o envelhecimento do sistema exigindo constantes trocas de equipamentos, e de redes, além de que o esgoto é um sonho longínquo e inalcançável. Muitos Municípios, principalmente os de pequeno porte pedem Socorro...........Li que a Sanecap, estava ajustando o seu perfil empresarial para atender também esta fatia de mercado, é uma boa iniciativa, ajuda, mas não altera os problemas decorrentes das necessidades de investimentos, pois os municípios, em sua grande maioria necessitam é de investimentos para melhorar a qualidade dos seus serviços. E aí a solução é a parceria com a iniciativa privada por meio dos processos de Concessão, que provou ser uma ótima solução, em uma grande maioria dos municípios mato-grossenses.

(*) Água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde


História

O NASCIMENTO DO SNOOKER

A história do snooker teve início em 1875, durante período de intensas chuvas na cidade de Jubbulpore, Índia, quando oficiais Ingleses do Regimento Devonshire passavam muitas horas em volta de uma mesa de bilhar. Diversão era a ordem do dia, para entreter e manter elevada a moral dos militares. Buscando novas motivações e usando as modalidades já praticadas, o oficial inglês Sir Neville Francis Fitsgerald Chamberlain iniciou experiências com variações no uso das 15 bolas vermelhas e uma branca do jogo “pyramids”, mesclando-as com as bolas coloridas do “life pool”, e outras depois acrescentadas, agradando os praticantes. Assim nasceu o novo jogo, batizado de snooker.

A divulgação das novas regras chegou à outros continentes principalmente por meio de John Roberts, então grande jogador de bilhar, que em 1885 viajou à Índia e foi apresentado a Chamberlain, conhecendo e adotando o novo jogo.

Em 1907 o campeão inglês de bilhar, Charles Dawson, venceu o primeiro campeonato profissional de snooker. Em 1927 o inglês Joe Davis venceu na Inglaterra o primeiro campeonato mundial de snooker, tendo como recompensa o valor de £ 6,10, iniciando a era dos grandes prêmios nesse esporte. O mesmo Joe Davis venceu os primeiros 15 campeonatos mundiais do snooker. Em 1986 Joe Johnson atingiu £ 70.000,00 de prêmios em um único campeonato. Hoje os prêmios em campeonatos mundiais chegam a £ 3.000.000,00.

Em 1990, com apenas 21 anos de idade o escocês Sthefen Hendry estabeleceu novo recorde reconhecido pelo "Guiness Book", como o mais jovem campeão mundial do snooker. Em 1999 ele atingiu mais um recorde na história recente do snooker, vencendo o seu 7º campeonato mundial.

O snooker evoluiu, praticado pela elite em alguns países e se popularizando
em outros. Engana-se quem acredita que a popular sinuca brasileira é "coisa de plebeu". Na Inglaterra, onde o snooker empolga a população, dividindo a preferência com o futebol e outros esportes de destaque, publicações especializadas em esportes divulgaram que a "dama de ferro" Margareth Tatcher e o Príncipe Charles são praticantes do snooker, que originou a nossa sinuca".

Personagens históricos jogaram ou citaram os jogos do bilhar em suas obras, a exemplo de Shakespeare, Mozart, Heitor Villa-Lobos e muitos outros. A história detalhada do esporte é encontrada no livro “Snooker: tudo sobre a sinuca”, edição de 2005, de Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias

RESUMO HISTÓRICO DOS JOGOS DO BILHAR

589 a.C. - O filósofo Anacarsis descreve jogo parecido, que teria visto em Atenas.

1461/1483 - Afirma a história que Luís XI era jogador.
1480 - Gravuras mostram o jogo croquet, com “martelos” ou “massas” impulsionando bolas contra arcos sobre campo gramado, que alguns apontam como origem do jogo.
1587 - Maria Stuart teria feito referência à “sua mesa de bilhar”.
1646/1715 - Conta-se que Luís XIV praticava o bilhar “após as refeições”.
1694 - A Duquesa de Borgonha é retratada jogando.
1789 - Na França a nobreza praticava o bilhar e ninguém podia instalar um "bilhar público" sem autorização especial "da Coroa".
1807 - O francês Mingaud cria o taco afilado, com “sola” na ponteira.
1825 - Acontece na Inglaterra o primeiro campeonato da modalidade bilhar.
1835 - Em livro, com fórmulas matemáticas e aplicações científicas, o matemático francês Gaspard Gustave Coriólis descreve as tacadas e efeitos do jogo de bilhar.
1835 - As tabelas das mesas recebem a borracha natural, com tubos de água quente circulante.
1836 - O tampo de madeira é substituído pela pedra ardósia.
1840 - A Casa Escardibul, na Espanha, já se especializava em equipamentos para o jogo.
1844 - A borracha vulcanizada é usada nas tabelas, eliminando a água quente.
1845 - Nasce nos EUA a fábrica de mesas Brunswick.
1859 - Acontece em Detroit, EUA, o primeiro torneio americano de bilhar.
1874 - O Francês Maurice Vignaux vai aos EUA e derrota todos os profissionais da época.
1875 - Na Índia, o oficial inglês Sir Neville Francis Fitsgerald Chamberlain cria o snooker.
1907 - Na Inglaterra acontece o primeiro campeonato profissional de Snooker.
1927 - O inglês Joe Davis vence o primeiro campeonato mundial de snooker, na Inglaterra.
1930 - Instala-se no Brasil - RJ - a fábrica de mesas Brunswick.
1931 - A Brunswick publica no Brasil a coletânea “Brunswick o ABC do Bilhar

2.009 - Camelo Snooker Bar - Av. Fernando Correa - Cuiabá - Mt.


Evolução das Mesas de Sinuca

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009



RIO CUIABÁ - 1.964
O ano era 1.964, o Rio Cuiabá não ameaçava a garotada que acostumada com os banhos de Rio, o atravessava a nado, e com facilidade em um ponto entre a foz do córrego da Prainha e a Ponte Julio Muller, o Rio estava muito "Raso", e historicamente não tínhamos um volume tão grande de assoreamento. Neste ano o Rio Cuiabá apresentou uma vazão de 50,80 m³/seg. e quando parecia que o Rio ia "Secar", ele reservou uma nova surpresa em 1.969 quando a vazão foi menor ainda, registrando 44,90 m³/seg. Para fins comparativos, hodiernamente a vazão mínima do Rio, com a função reguladora de Manso, deve ser superior a 100 m³/seg.
Com o crescimento da Cidade de Cuiabá e V. Grande, aumentou o assoreamento, contudo a vazão do Rio nunca havia ultrapassado os treis dígitos em sua vazão, e assim com a grande enchente de 1.974 (113m³/seg.) e 1.979 (139 m³/seg.) a cidade teve que ser replanejada, e a população de alguns bairros tiveram que ser remanejados.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

VAZÃO DE PROJETO DO SISTEMA TIJUCAL






Vazão de Projeto

A vazão de Projeto corresponde a totalidade das vazões a serem processadas nas ETAs existentes e projetada, tendo em vista que toda vazão será captada em um único local com desativação dos equipamentos atuais, conforme quadro à seguir:

ETA

SITUAÇÃO

Vazão de Projeto (l/s)

Vazão Atual (l/s)

I

Existente

330

511

II

Existente

242

250

III

Projetada

605

0

Total

1.177,00

761,00

Acréscimo

416,00

Vazão Mínima Rio Coxipó

4.700,00

Referencias:

Foram utilizadas duas fontes de dados, sendo que a primeira foi avalizada como uma condição que em uma pequena série histórica, o Rio Cuiabá nas datas mencionadas no estudo que abrange diversos períodos de seca e chuva, não apresenta vazão inferior a 5 (cinco) m³/s.

Fonte 1: ESTUDOS HIDROLÓGICOS PARA INFORMAÇÃO DO MEIO FÍSICO NA REGIÃO DE CUIABÁ, VÁRZEA GRANDE E ENTORNO.

Denise Christina de Rezende Melo1 & Marcos Antônio Correntino da Cunha2

Engenheira hidróloga da CPRM – Serviço Geológico do Brasil; Rua 148 n.485 Marista, fone: (62) 2811522 FAX: (62) 2811709 74170-110 Goiânia – GO. E-mail: denise@go.cprm.gov.br

2 Engenheiro hidrólogo da CPRM – Serviço Geológico do Brasil; Rua 148 n.485 Marista, fone: (62) 2811522, FAX: (62) 2811709, 74170-110 Goiânia – GO. E-mail: marcoscorrentino@terra.com.br

Estudos de vazão

........... de setembro de 2004 a março de 2005 foram realizadas três campanhas de medições de vazão, sendo previstas mais duas até setembro/2005.

O objetivo das medições será fazer um estudo de correlação com as curvas de permanência de estações nas mesmas bacias ou nas proximidades, com a finalidade de obter séries mensais de vazões estimadas médias e mínimas.

Com os dados de estações fluviométricas dentro da área do projeto, são calculados e apresentados:

· Valores das vazões características mensais (média, mínima, máxima);

· Vazões específicas mensais;

· Curva de permanência de vazões;

· Vazão mínima de sete dias consecutivos com período de retorno de 10 anos (Q7,10);

· Curva e parâmetros da equação de recessão.

Posteriormente, será possível calcular a disponibilidade hídrica das microbacias em função da estimativa da vazão média específica ou da curva de permanência, e calcular a demanda atual em função dos usos múltiplos.

A Tabela 2 mostra um resumo com os resultados das medições realizadas nos meses de setembro/04, dezembro/04 e março/05.


Neste estudo observa-se sempre uma vazão superior a 5.000 l/s no período de mínima.

Fonte 2: UFMT Departamento de Hidráulica

Vazão Mínima Estação Horto Florestal: 4.700 l/s (Com o Sistema Tijucal em Operação)


Rio Coxipó na Captação

Adotamos o Valor Mínimo: Q = 4,70 m³/s, e projetamos as seguintes vazões:

ETA

SITUAÇÃO

Vazão de Operação Projetada (l/s)

Vazão Atual (l/s)

I

Existente

330

II

Existente

242

III

Projetada

605

Total

1.177,00

761,00

Acréscimo

416,00

Vazão Mínima Rio Coxipó

4.700,00

Vazão Acrescida no Projeto

8,85 %

Percentual Total da Vazão Mínima

25,04 %

ASSOREAMENTO X VAZÃO

ASSOREAMENTO: processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam os solos e rochas formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento.

O processo é tão velho quanto a nossa terra. Nestes bilhões de anos os sedimentos foram transportados nas direções dos mares, assoreando os rios e seus canais, formando extensas planícies aluvionares, deltas e preenchendo o fundo dos oceanos. Incontáveis bilhões de metros cúbicos de sedimentos foram transportados e depositados

Infelizmente o Homem através do desmatamento, contribui para o processo erosional o que acelera o assoreamento como pode ser visto na imagem acima.

Afinal o assoreamento pode estagnar o Rio Coxipó? Não. O assoreamento pode afetar a navegabilidade do rio obrigando a dragagem e outros atos corretivos, mas, enquanto existirem chuvas a água irá continuar, inexoravelmente, correndo.

Não há como dissociar um rio do seu sedimento. Um não existe sem o outro. O assoreamento poderá matar os lagos, mas nunca o rio que, enquanto houver o ciclo hidrológico, continuará na sua incansável jornada em direção ao mar.

“Está cada vez mais comum vermos inúmeros artigos alarmistas sobre assoreamento e os males que ele causa”. Muito do que se escreve sobre o assunto é, realmente, preocupante e deve ser olhado com cuidado por todos. No entanto a indústria de notícias pseudo-científicas é grande e são frequentes os absurdos propalados como dogmas de fé. Um deles se destaca pela freqüência com que é repetido. (Pedro Jacobi).

Ao mudar o perfil do Rio criamos uma ilusão visual, tendo em vista os leigos em associar profundidade com vazão; assim ao longo de um rio que não recebe contribuições, e nem tem retiradas, pode-se perceber diversos aspectos que nos motiva a “estimar” o quanto maior ou menor intenso é seu fluxo, assim se visualizamos sempre o mesmo ponto, como os de cima das pontes do Rio Coxipó, em algumas situações o leigo avalia: “o rio está secando”, “o rio está enchendo”, porém em nenhuma situação é possível avaliar sua vazão se não se utilizar de ferramentas apropriadas, que pode ser até um pedaço de isopor.

Fonte: UFMT / Diário de Cuiabá

CONCLUSÃO DA FONTE 1 (em destaque ênfase nosso)

Considerando que os estudos hidrológicos para o Sistema de Informação Geoambiental de Cuiabá, Várzea Grande e Entorno ainda se encontram em andamento, as conclusões são parciais. Apesar disso, pode-se perceber durante o reconhecimento da bacia hidrográfica em setembro/04, que muitos córregos e rios da região são intermitentes, ocorrendo bruscas interrupções no fluxo, ou mesmo seca total, durante vários dias nessa época de estiagem. Verificaram-se tais características nas nascentes dos rios Coxipó, Bandeira, Esmeril, podendo-se destacar o rio Pari que se encontrava quase na totalidade seco.

Faltam estações fluviométricas e pontos de monitoramento nas bacias dos rios Coxipó, Pari, Aricá-açu, Bandeira, Esmeril e Cocaes, os principais afluentes do Rio Cuiabá localizados dentro da área estudada. As séries históricas de vazão disponíveis nas entidades ambientais locais, quando existem, não possuem quantidade suficiente para os estudos hidrológicos. Os pontos de monitoramento existentes concentram-se ao longo do rio Cuiabá, em detrimento daqueles rios, principalmente das nascentes dos mesmos, consistindo assim uma falha no monitoramento dos recursos hídricos da região.

Portanto, o presente estudo comprovou a necessidade de instalação de novas estações fluviométricas com medição de vazão, possibilitando a geração de vazões diárias em quantidade suficiente para os estudos hidrológicos futuros, justificando a proposta final do mesmo que é a elaboração de um projeto de rede hidrológica visando o monitoramento da bacia.

Logo, após perceber a situação crítica em que se encontram os cursos de água na região em estudo, constatou-se uma carência de estudos específicos dos recursos hídricos, bem como de investimentos para recuperação e monitoramento dos mananciais nessa região. Isto demonstra a importância do presente estudo, que através da verificação da disponibilidade hídrica superficial e da degradação ambiental, contribuirá bastante com subsídios para a gestão e o planejamento da região.

Eng.o Jorcy Francisco de França Aguiar

(65) 3622-0747 / 8118-8088

E-mail: jorcy@terra.com.br


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

OPERAÇÃO DA ETA TIJUCAL.

A Eta Tijucal será auto operada, podendo os atuais operadores assumir funções mais relevantes de monitoramento; pois a partir do CCO (Centro de Controle Operacional) o operador de plantão passará a monitorar os níveis dos reservatórios de distribuição, bem como as pressões em pontos estratégicos da rede, e os estados de funcionamento de todas as elevatórias; podendo tomar decisões antes restritas ao pessoal de campo que munidos de viaturas deslocavam até as elevatórias para o processo de liga desliga, ou de bloqueio de válvulas para evitar extravasamentos de reservatórios. Este processo irá melhorar os procedimentos de controle, irá gerar uma grande economia para a Sanecap, com a racionalização de energia, combustível, e pessoal, alem de que irá possibilitar que a empresa inicie um procedimento de manutenção de rede, antes que o usuário reclame de falta d’água, pois com o monitoramento das redes será possível antecipar todas as ações decorrentes de anormalidades.

Esta é a única Eta do estado de Mato Grosso dotada de telemetria, devendo os atuais operadores receber um treinamento específico para que possam garantir a maior eficiência dos equipamentos que estão sendo instalados.

Aos gerentes da Sanecap o sistema irá proporcionar um registro histórico de todas as ocorrências, tanto nos parâmetros de tratamento, como nos reservatórios, elevatórias e redes, indicando a hora do evento, quem estava operando, e a ocorrência; o sistema ainda propiciará a oportunidade para que a qualquer instante e a qualquer lugar do planeta, os interessados possam visualizar como está funcionado a Eta, qual o nível dos reservatórios, que bomba está em operação, qual a condição da água bruta e tratada, qual o nível e vazão do Rio Coxipó, entre outras informações relevantes, ou seja a internet vai oportunizar para que qualquer cidadão fiscalize o estado de funcionamento do sistema tijucal, que abrange 03 Etas, 24 Reservatórios, 25 estações elevatórias, e trinta setores de abastecimento monitorados.