terça-feira, 28 de setembro de 2010

MONITORAMENTO DE ELEVATÓRIAS DE ESGOTO

MONITORAMENTO DE ELEVATÓRIAS DE ESGOTO


Pelo processo construtivo e critérios de projeto, as EEE (Estação Elevatória de Esgoto) são locadas e construídas nos fundos de vale e obviamente próximo aos Córregos e Rios; nesta condição fica muito fácil operar uma descarga, e ou lidar com uma falta temporária de energia, ou falha nos equipamentos de bombeamento, pois em função da capacidade do corpo receptor e da intensidade da descarga, bem como o seu tempo de duração, torna-se imperceptível quanto ao aspecto visual, porém o dano ao meio ambiente é representativo.


Atualmente porem com o advento do celular, e do rádio em transmissão de dados, monitorar o funcionamento de elevatórias de esgoto, e Booster em redes de distribuição, tornou-se quase que uma obrigatoriedade, em razão do baixo custo de investimentos, e dos benefícios auferidos, alem de evitar notificações e pesadas multas dos órgãos ambientais. Nas EEE quando eventualmente ocorrer uma parada e houver um extravasamento, um sensor lê este estado de operação e envia um SMS ao operador de plantão, que aciona imediatamente a manutenção colocando o equipamento reserva em operação; é uma atividade emergencial e rápida que evita um volume de descarga nos córregos e rios. Quando instalado em Booster o operador é avisado quando há uma falta de energia, ou quando há um desligamento não programado, podendo ainda ser transmitido a pressão na rede, com intervalos de monitoramento de 3 minutos.


Monitoramento em Saneamento


O TELECOMANDO GSM, desde que se tenha disponibilidade de rede celular GSM permite realizar acionamentos de;


1. Cargas a distancia, tais como motores, válvulas, conjunto moto-bomba
2. Controle de nível em reservatórios,
3. Pode ser usado também para envio automático de SMS para anunciar eventos, como nível crítico, extravasamento de EEE, invasão de área dentre outras aplicações.

4. Pressão na Rede de Distribuição


Outras Aplicações:


4. Envio de mensagem quando houver invasão Domiciliar
5. Idem quando o Alarme Veicular for acionado
6. Idem quando houver falha de energia em pontos vitais

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MOBILIZAÇÃO SOCIAL


MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Em atendimento às diretrizes da Política Nacional de Saneamento, Lei n.º 11.445/07, de 5 de janeiro de 2007, regulamentado pelo Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010, O Plano Municipal de saneamento básico que deve ser elaborado pelos municípios, como condição básica para obtenção de recursos federais a partir de 2.014, deve ter a participação e o envolvimento da sociedade ao longo de todo o período de elaboração e implantação do PMSB, por meio de conferências, seminários, reuniões, oficinas entre outras ações. O município deverá estabelecer as ações de mobilização social, por meio do Plano de Mobilização Social (PMS), onde definirão os objetivos, metas e escopo da mobilização, além de cronogramas e principais atividades a serem desenvolvidas. O Plano de Mobilização Social deverá:

a. Refletir as necessidades e anseios da população;

b. Apresentar caráter democrático e participativo, considerando sua função social;

c. Envolver a sociedade durante todo o processo de elaboração do PMSB;

d. Sensibilizar a sociedade para a responsabilidade coletiva na preservação e conservação dos recursos naturais;

e. Estimular os segmentos sociais a participarem do processo de gestão ambiental; e

f. Estimular a criação de novos grupos representativos da sociedade não organizada.

Assim, o PMS deverá contemplar o planejamento detalhado, incluindo a apresentação de cronograma, das principais atividades para a mobilização social, tais como:

a. identificação de atores sociais envolvidos no processo de elaboração do PMSB;

b. identificação e discussão preliminar da realidade atual do município, no âmbito do saneamento básico;

c. conferências, seminários, consultas públicas e encontros técnicos participativos,

d. divulgação da elaboração do PMS a todas as comunidades (rural e urbana), bem como a maneira que será realizada tal divulgação, como faixas, convites, folder, cartazes e/ou meios de comunicação local;

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

RECURSOS FINANCEIROS X PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO 2


Municípios têm até outubro para entregar propostas de planos de saneamento
16/09/2010 17:40 - Portal Brasil

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (16) traz uma portaria que concedeu maior prazo a municípios brasileiros para apresentarem as propostas para solicitação de recursos para elaboração dos Planos Municipais de Saneamento (PMSB). O novo prazo para entrega do documento vai até o dia 18 de outubro.

Em 2009, por meio da Portaria nº 1.232, foram selecionados 69 municípios para entregarem o documento. Cada um deverá formular as propostas com base nos critérios e procedimentos estabelecidos pela Funasa e no Termo de Referência para Elaboração de Plano Municipal de Saneamento.

O Decreto Presidencial Nº 7.217, que regulamenta a Lei 11.445/2007 (Lei de Saneamento Básico), estabelece que a partir do exercício de 2014, os municípios que não apresentarem seus Planos Municipais de Saneamento Básico não terão acesso a recursos Federais destinados a realização de obras de saneamento básico.

Fonte:Funasa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

REGULAÇÃO DO SETOR DE SANEAMENTO

REGULAÇÃO DO SETOR DE SANEAMENTO

O setor de saneamento ambiental tem sido apontado pelos candidatos à presidência da República em seus programas para os próximos quatro anos como de absoluta prioridade. Mas no ritmo em que o planejamento e a execução das obras, em nível local e regional, caminham, a universalização dos serviços só deve acontecer em 2055, segundo prevê o presidente da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de
(Água e Esgoto), Yves Besse.

Para que o setor avance e se torne mais ágil à luz das exigências da nova Lei do Saneamento, um obstáculo importante precisa ser superado:

A IMPLANTAÇÃO DE MECANISMOS DE REGULAÇÃO DOS SISTEMAS DE SANEAMENTO, ESPECIALMENTE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTOS, DRENAGEM E RESÍDUOS SÓLIDOS.
A constituição de agências reguladoras é hoje pré-requisito para melhorar a qualidade da gestão dos serviços no Brasil e, conseqüentemente, dar mais eficiência ao setor. Somente dessa maneira, será possível viabilizar os investimentos públicos e privados necessários para a universalização dos serviços em 20 anos, estimados pelo Ministério das Cidades em cerca de R$ 240 bilhões.

Mas afinal, o que é regulação?

Numa economia de mercado, regular significa intervir para equilibrar as relações entre Poder Concedente, Prestador de Serviços e o usuário, ante as atividades naturalmente monopólicas, através de um instrumento autônomo e independente.

O monopólio natural das empresas leva o consumidor a uma posição totalmente indefesa. É necessário que o estado intervenha para colocar ordem. E é preciso todo um aparato técnico e legal para que isso ocorra.

A nova Lei do Saneamento, regulamentada pelo Presidente da República, em junho último, através do Decreto nº 7217, determina que os serviços de saneamento, quando não prestados diretamente pelo município, deverão ser prestados por meio de contrato. Mas para a celebração dos contratos, a lei prevê quatro requisitos básicos para celebração dos contratos, sob pena de não possuírem validade jurídica:

1. Elaboração de plano de saneamento básico;
2. Garantia de regulação, com normas claras de regulação e definição do agente regulador e fiscalizador dos serviços;
3. A realização de estudo sobre a viabilidade técnica e econômica financeira da prestação dos serviços antes da contratação;
4. E exigência de consulta e audiências públicas antes dos contratos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RECURSOS FINANCEIROS X PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO

A Fundação Nacional de Saúde - FUNASA está selecionando propostas a serem apoiadas, técnica e financeiramente, para a elaboração e implantação de Plano Municipal de Saneamento Básico, através de celebração de convênio.


O prazo para encaminhamento das propostas termina em 18.09.2010

Objetivo: elaboração e implantação do PMSB – Plano Municipal de Saneamento Básico, de forma participativa, a fim de universalizar o acesso aos serviços de saneamento básico e construir cidades includentes, democráticas e sustentáveis, em consonância com a Política Nacional de Saneamento, Lei nº 11.445 de 2007 e Decreto de Regulamentação nº 7.217 de 2010.


Na elaboração de propostas, os proponentes deverão levar em consideração:

a) Atendimento às diretrizes da Política Nacional de Saneamento, Lei n.º 11.445/07, de 5 de janeiro de 2007 regulamentado pelo Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010;

b) Melhoria da eficiência da gestão e cobertura dos serviços de saneamento;

c) Aprimoramento de políticas públicas urbanas com ênfase na gestão participativa;

d) Otimização dos investimentos para obtenção de melhor relação custo X benefício;

e) Preocupação ambiental para preservação e conservação de recursos naturais;

f) Articulação com outros programas do Governo Federal. Serão elegíveis os municípios com população total (urbana e rural) de até 50.000 habitantes (Censo/2000), exceto os de regiões metropolitanas ou regiões integradas de desenvolvimento econômico (RIDE) e que atendam as seguintes condições:

a) Os Municípios com população superior a 20.000 habitantes que:

1 – Apresentem Plano Diretor instituído, em desenvolvimento ou em aprovação, e

2 – Apresentem prestação de serviços em saneamento estruturada (departamento, autarquia municipal, empresa pública, sociedade de economia mista, consórcios públicos e outros).

b) Os Municípios com população igual ou inferior a 20.000 habitantes que:

1 – Apresentem prestação de serviços em saneamento estruturada (departamento, autarquia municipal, empresa pública, sociedade de economia mista, consórcios públicos e outros).Os proponentes deverão efetuar o encaminhamento das propostas por intermédio do Sistema de Gestão de Convênios

ORGÃO: 36211 CÓDIGO DO PROGRAMA: 3621120100009

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

RELAÇÕES EMPRESARIAIS

RELAÇÕES EMPRESARIAIS


A alguns anos, recebi este texto, de autor desconhecido, a história é de um consultor, que tinha muitos problemas quando em visita por diversas Prefeituras, e Orgãos Públicos, e seus vários Setores.

Dentre os conceitos da qualidade total, figuram a prestação interna de serviços, onde cada pessoa ou Setor, na Prefeitura, ou qualquer órgão público, deve ver aqueles com quem se relaciona como clientes ou fornecedores internos, mas a realidade em alguns casos ainda, é muito diferente..

No seu livro Services Within, Karl Albrecht cita sete pecados na prestação interna de serviços, caracterizando os tipos de Setores por apelidos.

A experiência brasileira leva a acrescentar mais seis tipos, resultando assim em um total de 13 tipos de Setores, que relacionamos em nosso cotidiano.

Na leitura que se segue, você vê algo parecido em seu relacionamento, com Prefeituras, ou Órgãos Públicos, ou dentro de sua organização de trabalho?

1. "Buraco Negro" – As coisas entram neste Setor e parece que nunca saem. Pedidos de informação, Assessoria ou solicitações para acelerar processos são ignorados. O Setor opera dentro das suas próprias prioridades e ignora pedidos recebidos, exceto os "vindos de cima"...

2. "Bate-volta" - Rejeita pedidos de serviços baseando-se sempre em detalhes burocráticos. "Rejeitado porque o campo 24 do formulário não foi preenchido corretamente", etc. Em vez de telefonar para o outro Setor pedindo o detalhe que falta, devolve a solicitação de serviço.

3. "Legislador por decreto" – Alguns Setores têm por hábito fazer declarações sobre o que eles irão fazer ou deixar de fazer no futuro. "A partir de hoje, este Setor não aceitará mais pedidos que não venham acompanhados de justificativa escrita e assinados por dois chefes de Setor". A mensagem é "A regra é essa. Se não quiser, dane-se".

4. "Peguei no flagra" ou "Ahááá"– Alguns Setores têm atribuições que os colocam em posição de supervisão sobre outros. Eles têm um prazer quase sádico em apanhar os outros Setores cometendo erros ou violando regras.

5. "Não pode" – Um Setor "não pode" adora exercitar seu poder de veto. As pessoas de lá gostam muito mais de dizer "não" do que "sim". Eles sempre dizem aos seus clientes internos porque uma determinada coisa não pode ser feita, em vez de procurar uma maneira de atender suas necessidades.

6. "Burócra" – Este tipo de Setor solicita montanhas de papel toda vez que você tenta fazer algo. Eles têm formulários especiais para tudo que você quer fazer. Há muito tempo esqueceram como discutir os problemas ao telefone e agir imediatamente. Tudo tem que ser submetido em formulários-padrão, de preferência em 6 vias, é claro que sempre com 15 assinaturas (no mínimo?) para poderem decidir.

7. "Guardião de atribuições" - É o Setor que tem preocupação excessiva com sua área de responsabilidade, esquecendo o bom senso e o compromisso com resultados. Está sempre preparado para o ataque a qualquer sinal de que outro Setor possa fazer coisas de sua atribuição. Todos os Setores devem se pautar pela sua missão, mas é comum encontrar Setores que não fazem o que deve fazer ao mesmo tempo em que também não deixam os outros fazerem o que precisam para resolver seus próprios problemas.

8. "Ocupador de espaços" - Baseado na lei de Fang que "a pessoa não faz o que deve, faz o que sabe fazer" – ou o que pensa que sabe... Alguns Setores não cumprem as suas atribuições e ficam fazendo a tarefa dos outros, buscando permanentemente aumentar as suas atribuições no papel e disputar poder com outros Setores. O clima de beligerância que se cria com essa atitude é desagregador para a empresa. Quando um "guardião de atribuições" se encontra com um "ocupador de espaço" a guerra é líquida e certa.

9. "Quem, eu?" (ou "João Sem Braço"...) - Alguns Setores não têm nenhuma preocupação com o resultado final dos processos em que se inserem, e executam a sua parte sem o mínimo envolvimento com as ansiedades do resto da empresa. São Setores reativos e não pró-ativos, e não contribuem além do seu papel para o resultado final. Costumam afirmar "a minha parte eu já fiz e se não deu certo a culpa não é minha".

10. "Nuécumigo" (talvez de origem indígena...) - Este tipo de Setor costuma achar o seu trabalho perfeito e alardeia, muitas vezes para os próprios clientes externos, que a sua área funciona mas o resto da empresa é que é incompetente. Conhecem perfeitamente os defeitos dos outros Setores, mas são incapazes de observar os seus. O efeito externo dessas declarações é devastador para todos. Estão no mesmo barco e acham que o furo é do outro lado.

11. "Centralizador" ou "Numtchan nemsai decima" (pronuncie com acento oriental) - mesmo que não consiga executar o trabalho, este Setor não repassa o serviço para outros Setores, e não repassa informações para que o usuário do serviço possa fazer a parte dele. Sua fila de solicitações/ pode ficar imensa, mas ele não pensa em outra solução para o cliente a não ser instruí-lo a "aguardar na fila".

12. "Mal educado" - Para este Setor o cliente (externo ou interno) é, antes de tudo, um chato ("Trabalhar nesta empresa até que é bom, se não fossem os clientes..."). Leva "chá-de-cadeira" em ante-salas, não tem seus telefonemas respondidos, e dificilmente ouvirá um "obrigado", "por favor" ou "com licença".

13. "Xácomigo" - Este é o voluntarioso. Acha que pode fazer tudo, mas de tanto aceitar tarefas não sai do outro lado com nenhuma. Prazos e custos são sempre subdimensionados. Pode se transformar na prática em um "buraco negro".
A melhoria nos meios de comunicação, a tecnologia digital, entre outros fatores tem contribuido para minimizar a ação dos que buscam agir contrariando o bem coletivo, mas ainda assim é factivel a existencia de condições desfavoráveis, entre clientes que buscam qualidade de serviços de atendimento, e prestadores de serviço.
No saneamento a situação se agrava porque existe um unico prestador de serviço, e a população não tem alternativas, daí a necessidade da regulação, e do controle social que está muito bem caracterizada na lei do saneamento, que a partir de junho de 2.010 passou a ser um instrumento da sociedade contra os maus prestadores de serviço, e que comentaremos em artigo oportuno.