terça-feira, 29 de junho de 2010

TRATAMENTO DE ÁGUA – EVOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

Parte 3 – Mistura Rápida

MISTURA RÁPIDA OU COAGULAÇÃO

A mistura rápida tem a finalidade de dispersar os coagulantes rápida e uniformemente na massa líquida, de tal maneira que cada litro de água a tratar receba aproximadamente a mesma quantidade de reagente no menor tempo possível, já que o coagulante se hidrolisa e começa a se polimerizar em fração de segundo após o seu lançamento na água. Essa dispersão pode ser feita por meios hidráulicos ou mecânicos, sob um gradiente de velocidade da ordem de 700 a 2000s-1, mais comumente 1500s-1. Essa mistura tem de ser desenvolvida no menor espaço de tempo possível de modo a não possibilitar a reação dos íons coagulantes com as OH- presentes na água e, assim, não se atingir o objetivo. A prática moderna recomenda o tempo de dispersão igual a um segundo, ou menos, tolerando-se o máximo de cinco segundos. Por isso mesmo, assume grande importância a escolha do ponto de aplicação do coagulante em relação àquele onde se promove a agitação da água.
Em princípio, qualquer dispositivo capaz de provocar intensa agitação, isto é, turbulência na água, mecanizado ou não, pode ser utilizado para a mistura rápida, como bombas, ressaltos hidráulicos, agitadores mecânicos, vertedores etc.

Misturador hidráulico

No caso dos misturadores hidráulicos, o mais adequado é o empregos de um ressalto hidráulico de grande turbulência. Em geral o dispositivo empregado é uma calha Parshall* com características adequadas. Além promover a mistura em um tempo adequado também possibilita a medição da vazão. O coagulante em solução com água, é despejado na corrente de água através de uma canaleta vazada com vários furos e logo a seguir ocorre a dispersão hidráulica na turbulenta passagem para o regime de escoamento subcrítico. Ou seja, um ressalto hidráulico de grande turbulência, provocado na saída da calha Parshal, promove condições adequadas para a dispersão homogênia e rápida do coagulante.
(*)Ralph Leroy Parshall (1881-1960). Engenheiro americano, professor da Colorado State University, localizada em Fort Collins, que inventou (1922-1925), com base nos estudos de Venturi, um revolucionário medidor de vazões no campo da irrigação, que passou a ser denominado de Calha Parshall. Este medidor foi desenvolvido para o United States Bureau of Reclamation, e teve publicadas suas dimensões padronizadas, pela primeira vez, pelo Bureau of Reclamation do U.S. Department of the Interior, no Water Measurement Manual. Hoje é largamente empregada em todo o mundo, além de medidor de descargas industriais e de vazões de água de irrigação, também como medidor de vazões e efetivo misturador de soluções químicas nas estações de tratamento de água.

Calha Parshall vazia

Calha Parshall - Mistura Rápida (Eta Tijucal)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

TRATAMENTO DE ÁGUA – EVOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

Parte 2
FLOCULADORES

Na cadeia de processos de uma, estação de tratamento, a coagulação é geralmente seguida pela floculação, que pode ser definida como o processo de juntar partículas coaguladas ou desestabilizadas para formar maiores massas ou flocos, de modo a possibilitar sua separação por um dos métodos a seguir:

Sedimentação,
Flotação,
Ou filtração

É sem dúvida, o processo mais utilizado para a remoção de substancias que produzem cor, e turbidez na água.

Nos tanques de floculação, os pequenos microflocos aglutinam-se formando flocos, que ao saírem dos tanques, devem ter tamanho e densidade adequados ao processo de remoção que vir na sequencia: podendo ser, clarificação por sedimentação, por flotação e/ou filtração.
Ao contrário da sedimentação, nos processos de flotação e filtração direta não é desejável a formação de um floco volumoso. O processo de agregação das partículas é dependente da duração e da quantidade de energia aplicada (gradiente de velocidade). A energia aplicada para a floculação pode ser comunicada, como na mistura rápida, por meios hidráulicos, mecânicos e/ou pneumáticos, a diferença caracterizando-se pela intensidade, que, na floculação, é muito menor.

TIPOS DE FLOCULADORES

1- Floculação em manto de lodo

Há muito se tem observado que o lodo recem-coagulado tem a propriedade de precipitar partículas em suspensão. Esse é o princípio que deu origem aos decantadores de fluxo vertical em manto de lodos, também chamados de clarificadores de contato (Filtração direta de fluxo ascendente ou filtro russo) ou, simplesmente clarificador seguido de um nome ou marca de uma série de equipamentos patenteados tais como:

Circulator,
Pulsator
Permujet,
Accelator etc.,

O princípio básico é o mesmo para todos. Normalmente, essas unidades reúnem em um único tanque a floculação e a decantação em fluxo vertical. Podem ser quadrados, retangulares ou circulares em planta. com o fundo de paredes inclinadas ou plano.

Os clarificadores em manto de lodos foram utilizados inicialmente no abrandamento da água e, nessa finalidade, eram (e são) bastante eficientes, em conseqüência da relativamente elevada densidade do carbonato de cálcio precipitado. Porém na coagulação de cor e turbidez com sulfato de alumínio, já não são tão eficientes. A AWWA reporta que algumas poucas unidades podem ser consideradas como moderadamente eficientes. Muitas operam bem somente a cerca da metade de sua capacidade nominal, e fracassam quando necessitam operar na capacidade de projeto, o que se atribui a uma seleção inadequada de parâmetros de projeto. Em parte isso pode ser verdade, porém, pode dever-se mais a uma operação imperfeita, por falta de treinamento básico dos operadores, que necessitam ter um conhecimento mais profundo do processo para um melhor controle das variáveis de operação. Alguns projetos chegaram mesmo a um dimensionamento hidráulico bastante perfeito, como é o caso do Pulsator, que pode funcionar satisfatoriamente em condições de trabalho as mais variadas. Tem-se observado, entretanto em um grande número de instalações, que falta o ajuste adequado dos parâmetros de controle, como período e tempo de descarga de lodo dos concentradores, tempo de aspiração e freqüência de pulsação nas unidades pulsantes etc.
Em sua concepção mais simples a água bruta é descarregada próximo ao fundo, produzindo certa turbulência necessária à floculação. Essa turbulência é gradualmente dissipada no manto de lodos, cuja tendência é sedimentar no sentido contrário ao fluxo de água causando agregação de flocos por contato entre eles. Com o aporte de novas partículas trazidas pela água bruta e de coagulante aplicado para desestabilizá-las, o manto tende a se expandir, vertendo para o concentrador de onde é drenado periodicamente através de uma válvula operada manualmente ou por temporizador, com o objetivo de manter a concentração ótima do manto de lodo e sua estabilidade.
Em 1965, Hudson estimou que 1g de Al2SO4 produz 21,8 x 10-3cm3 de partículas floculentas, ou para uma dosagem média de 23 mg/l, C = 23 x 21,8 x 10-3cm3 , de modo geral C = 21,8 x 10-6 x D, onde D é a dosagem de Sulfato de Alumínio em mg/l

Vantagens e Desvantagens do dos Clarificadores em manto de Lodo

Vantagens:

- Possui um desenho compacto e de uso econômico para o detentor da patente, pois nenhum esforço é exigido do engenheiro projetista na elaboração de um novo projeto, a não ser pequenos aperfeiçoamentos.

- Em condições operacionais adequadas pode-se obter uma boa eficiência na clarificação com a adsorção de partículas primarias pelo manto de lodos na floculação.

- Pode atrasar a degradação do efluente causada par uma dosagem imprópria do coagulante, por causa do efeito de tamponamento do manto de lodos.

Desvantagens:

- A demora em formar um manto estável, o que pode levar dias.
- Até formar o manto de lodos, a unidade deve ser operada com uma taxa reduzida. O processo pode ser acelerado com uma superdose de coagulante (e de alcalinizante, se necessário), aplicando argilas e/ou outros auxiliares de coagulação etc.

- Perdem rapidamente eficiência em condições de sobrecarga ou choque hidráulico e são Sensíveis a variações de temperatura e da qualidade de água bruta.

- Necessitam controle operacional mais rigoroso


2 - Floculadores hidráulicos

Os primeiros floculadores utilizados em tratamento de água foram canais, onde se aproveitava a energia hidráulica no movimento da água para a floculação. Assim, qualquer dispositivo que utilize a energia hidráulica dissipada no fluxo da água através de um tanque, canal ou canalização pode constituir em um floculador hidráulico. Os floculadores hidráulicos mais utilizados são os de chicanas, de fluxo horizontal ou de fluxo vertical. Nos primeiros, a água circula com um movimento de vai e vem e, no segundo, a corrente sobe e desce sucessivamente, contornando as diversas chicanas. As principais deficiências dos floculadores hidráulicos apontadas na literatura técnica são:

• Falta de flexibilidade para responder a mudanças na qualidade da água.
• A hidráulica e os parâmetros de floculação — tempo de floculação e gradientes de velocidade — são função da vazão e não podem ser regulados independentemente, ou são de difícil ajuste.
• A perda de carga pode ser significativa.
• A limpeza é geralmente difícil.

Por essas razões, os floculadores hidráulicos temporariamente, caíram quase em desuso completo, tendo sido preferidos por tanques de floculação motorizados. Entretanto com o desenvolvimento de pesquisas, e novas experiências ficou demonstrado que a eficiência de floculadores hidráulicos pode ser superior à de outros tipos de floculadores, mesmo a tempos de floculação relativamente curtos, como 10 ou 15 min. A principal causa disso consiste em que os tanques de floculação mecânica estão mais sujeitos a curtos-circuitos e zonas mortas, praticamente inexistentes nos canais de floculação hidráulica.

Com uma seleção adequada dos gradientes de velocidade, pode-se, tornar os floculadores hidráulicos mais flexíveis a variações de vazão. Considerando os limites máximos de 75 s-1 na entrada e um minimo igual a 10 s-1 na saída dos floculadores, esses limites não seriam ultrapassados para uma variação de ± 50% da vazão nominal, se para esta vazão, forem fixados gradientes entre 40 s-1 e 20 s-1

2.1. Floculadores de chicanas

A escolha do tipo de floculador de chicanas, se de fluxo horizontal ou vertical, depende mais de razões de ordem prática e econômica, sendo que uma recomendação geral indica o uso de floculadores de fluxo horizontal para vazões superiores a 75 L/s, e para menores capacidades, floculadores de fluxo vertical. Entretanto, a limitação do tamanho dos floculadores de fluxo vertical é função da profundidade. Com profundidades de até 4,5 m, pode-se usar floculadores de fluxo vertical para capacidades de até 1.000 L/s. Mas em floculadores de chicanas de pequena capacidade (40 L/s ou menos), de fluxo horizontal ou vertical, o problema básico apresenta-se no pequeno espaçamento que resultaria entre as chicanas, que, neste caso, não devem ser fixas para facilitar a construção e a limpeza.
Os gradientes de velocidade mais adequados à floculação são determinados sempre que possível, mediante ensaios de coagulação. Não tendo sido realizadas pesquisa de laboratório, deverá ser previsto um gradiente de velocidade no início do tanque de floculação igual a 70 s-1 e um minimo, para o último compartimento, igual a 10 s-1 Normalmente a estes valores correspondem velocidades da ordem de 0,30 m/s a 0,10 m/s.
O tempo de detenção no tanque ou canal de floculação deverá estar entre 20 e 30 min, a não ser que, em casos especiais, pesquisas de laboratório e/ou em instalações piloto justifiquem valores externos a esse intervalo.
No projeto dos floculadores de chicanas devem ser observadas, ainda, as seguintes recomendações:

· A velocidade da água ao longo das chicanas deve estar compreendida entre 0,30 m/s, no início da floculação e 0,10 m/s no fim.
· O espaçamento mínimo entre chicanas deverá ser de 0,60 m; esse espaçamento poderá ser menor, desde que as chicanas sejam dotadas de dispositivos para sua fácil remoção, tais como guias ou ranhuras na parede.
· O espaçamento máximo entre a extremidade da chicana e a parede do canal não deve ser superior à extensão da própria chicana nos floculadores de fluxo horizontal. O critério equivalente nos floculadores de fluxo vertical é manter uma profundidade da água não inferior a 3 vezes o espaçamento entre chicanas,
· O espaçamento entre a extremidade da chicana e a parede do canal, ou seja, a passagem livre entre duas chicanas consecutivas deve-se fazer igual a 1,5 vezes o espaçamento entre as chicanas.

2.2 – Outros Floculadores

Floculadores hidráulicos de ação de jato

Floculação em meio poroso (Floculadores de pedra)

Floculadores mecânicos

Floculadores giratórios de paleta

Floculadores giratórios de turbina

Floculadores alternativos

Floculadores Pneumáticos

quarta-feira, 23 de junho de 2010

TRATAMENTO DE ÁGUA – EVOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

Parte 1 - Decantadores

No inicio era o período dos tanques de fluxo horizontal, e seu uso foi muito difundido a partir do século XIX; sendo suas principais vantagens, as relativas a sua simplicidade, alta eficiência, e baixa sensibilidade as condições de sobrecarga, o que lhe confere o uso até os dias atuais por alguns projetistas conservadores. Porém com a evolução dos estudos teóricos e práticos evolui-se para os Decantadores de alta taxa, ou decantadores tubulares, com o objetivo de que sendo bem projetado, poder alcançar eficiência superior aos decantadores convencionais de fluxo horizontal. Como o desenvolvimento tecnológico não para, o próximo passo na função de clarificação da água prévia a filtração são os tanques de flotação ou flotadores, cujo emprego está se difundindo na América latina.

Decantadores de fluxo Horizontal:

A taxa de escoamento superficial, ou velocidade critica de sedimentação (Vcs), é dada pela relação Q/A onde Q é a vazão afluente e A é a área horizontal do decantador. Esta taxa é usualmente expressa em m³/m².dia. Usualmente utilizamos como coagulante o Sulfato de Alumínio, cujos flocos se sedimentam a uma velocidade entre 0,02 a 0,08 cm/s ou seja entre 18-70 m³/m².dia. (Em uma análise preliminar conclui-se que a taxa deve ficar limitada entre estes valores, porém com os recursos de dispersão de reagentes, coagulação com agentes auxiliares, e otimização da floculação, consegue-se obter flocos com melhores condições de sedimentação, o que possibilita a obtenção de taxas superiores do que as que prevaleciam no passado).
A Limitação, portanto da velocidade longitudinal, a um valor adequado para evitar a ressuspensão e o arrasto de flocos já depositados, impõe uma condição de profundidade mínima do decantador convencional, que em geral é fixada em 3,5 a 4,5 m, sendo que alturas menores podem ser adotadas desde que haja remoção contínua de lodo. Definido a profundidade mínima, define-se o volume do tanque de decantação, resultando em um tempo de detenção T = Q/V . Este tempo de detenção, erroneamente ainda e utilizado como o principal parâmetro no dimensionamento de um tanque de decantação, sendo que o dimensionamento correto deve ser feito pelo conceito de taxa de escoamento superficial (Q/A) e velocidade longitudinal máxima (Vo)

Índices sugeridos para dimensionamento


Decantadores Tubulares ou de Alta Taxa

Os decantadores de alta taxa são um aperfeiçoamento dos decantadores de fundo múltiplo, surgidos a partir de 1.915 como aplicação da teoria de decantação estabelecida em 1.904 por Hazen, que havia concluído: “ a ação de um tanque de sedimentação depende de sua área e não de sua profundidade. Uma subdivisão horizontal produziria uma superfície horizontal dupla para receber sedimentos, em lugar de uma única, e duplicaria sua capacidade de trabalho.. Treis subdivisões a triplicaria e assim sucessivamente. Se o tanque pudesse ser cortado por uma série de bandejas horizontais, em grande número de células de pouca profundidade, o incremento de eficiência seria muito grande”. Porém a seguir reconhecia que: “ O problema prático mais difícil de resolver é o método de limpeza....” Razão porque a idéia não passou de treis células, e que atualmente está descartado o seu uso, pois finalmente nos anos 70, estes problemas passam a encontrar soluções adequadas promovendo uma revolução no dimensionamento dos decantadores, com a utilização de decantadores tubulares, que consta de uma série de elementos tubulares de pequeno diâmetro (5cm) são agrupados de forma a atuar como uma unidade ou módulo. Com inclinações pequenas os tubos se enchem de sólidos sedimentados, e periodicamente deve-se fazer a limpeza com reversão de fluxo, podendo em algumas situações ser utilizado a limpeza em conjunção com a lavagem dos filtros, fazendo a descarga de água de lavagem passar pelos módulos tubulares. Porém a autolimpeza se realiza dando-se uma inclinação de adequada, entre 500 e 600 para que o lodo escoe continuamente, e não sedimente no módulo. Os ângulos maiores que 600, a eficiência dessas unidades decresce rapidamente, enquanto ângulos menores que 500, o lodo não escorre facilmente para o fundo do tanque de decantação.
O dimensionamento dos decantadores tubulares é feito pelo conceito de taxa de escoamento superficial Q/A. Conhecida a vazão e fixada a velocidade critica de sedimentação Vcs, calcula-se a área da unidade A = Q/Vcs, Sendo que Vcs em um elemento tubular inclinado a x graus, é válido a relação. Vcs = S.V0/(sen x +cos x), onde V0 é a velocidade longitudinal V0 = Q/A0.......Aplicando-se o conceito de fator de forma , a equação final resulta em Vcs = Q/FA, sendo que o dimensionamento resulta em um decantador tubular com área 8 vezes menor que um decantador convencional, o que significa grande economia em estruturas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

BOMBAS DE DRENAGEM

No bombeamento de drenagem ou de água bruta agressiva, escória, lama, dragagem é de fundamental que a seleção do equipamento garanta uma vida útil elevada, e com ausencia de manutenção, além de possibilitar a drenagem até o limite de cavitação. Para esta função mostramos a seguir o teste de um equipamento robusto que garante uma operação segura e com baixo custo, é uma prova irrefutável da resistencia do equipamento às condiçoes reais de campo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ELEVATÓRIAS COM FUNCIONAMENTO PERFEITO SEM SENSORES DE NÍVEL


ELEVATÓRIAS COM FUNCIONAMENTO PERFEITO SEM SENSORES DE NÍVEL

É normal que em obras de construção civil, e em mineradoras as bombas de drenagem funcionem dia e noite. Dessa forma, acabam por aspirar ar a maior parte do tempo, causando desgaste desnecessário das peças da bomba e gerando altos custos de energia e manutenção. Esta situação é decorrente da variação da vazão afluente ao Poço de Sucção, em condições diversas, a exemplo de elevatórias de esgoto onde é muito comum nos dias de temperatura baixa o cuiabano minimizar o consumo de água, gerando assim uma operação irregular dos equipamento de bombeamento, associado ao fato de que, os sistemas de controle que utilizam bóias ou sensores de nível não são práticos para aplicações exigentes.

Bombas que trabalham apenas quando necessário

O controlador automático de bombas FPC 100 é a solução para estes problemas. O controlador FPC 100 permite que a bomba funcione automaticamente sem utilizar bóias ou sensores de nível. O equipamento monitora a potência da bomba, desligando-a quando não há água no poço.
O segredo é seu microprocessador, o qual calcula e estabelece o tempo de parada antes da próxima partida.
O cálculo do tempo de funcionamento é continuamente atualizado e reajustado pelo controlador, adaptando assim o funcionamento da bomba para altos e baixos volumes.


Características do FPC 100

• Controle automático de bombas trifásicas sem uso de bóias ou sensores de nível.
• Controla e protege a bomba em caso de:
- Sobreaquecimento
- Desequilíbrio entre as fases
- Sentido de rotação incorreto
• Display de informações de funcionamento

O controlador FPC 100 assegura que o motor apenas funcione no sentido correto de rotação, eliminando assim desgastes fora do normal.
O display do FPC 100 indica alarmes e informações de funcionamento como:
tempo de funcionamento da bomba, número de partidas, etc.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O CRESCIMENTO DAS CIDADES E O TRATAMENTO DE ESGOTO NO ESTADO DE MATO GROSSO.


O CRESCIMENTO DAS CIDADES E O TRATAMENTO DE ESGOTO NO ESTADO DE MATO GROSSO.

A consolidação da SANEMAT - Companhia de Saneamento Básico do Estado de Mato Grosso, na década de 70, foi atrelada a implantação e expansão dos Sistemas de Abastecimento de Água, buscando universalizar o atendimento com água tratada no Estado de Mato Grosso; Nesta década apenas Cuiabá dispunha de sistemas isolados de tratamento na UFMT e 160 BC na Av. Lava pés (Antiga 31 de Março) e na Cohab Coophamil com predominância para o uso de “Tanques Imnhoff” que era a tecnologia mais difundida na época.
Com a consolidação do atendimento com água tratada passou-se a investir no esgotamento sanitário em alguns núcleos habitacionais, espalhados pela capital e interior, o “modismo” predominante foi o da implantação de Lagoas, que virou solução para todo tipo de tratamento, independente de porte, pois o grande argumento para este tipo de tratamento era a disponibilidade de áreas, baixo custo das áreas, e localização afastada do núcleo urbano.
Duas décadas depois com o fenômeno do êxodo rural, as lagoas acabaram ficando no interior do núcleo urbano, sendo que a maioria destas implantações em quase 100% ocorria, e ocorre o “abandono”, ou seja, não é feito nenhum sistema de manutenção desde o mais simples que é o da capina, e roçagem; O resultado é que hodiernamente esta solução de tratamento por meio de lagoas, mostrou-se ser um grande transtorno para os moradores adjacentes, não pela sua ineficiência, mas sim pelo descaso do poder público, conduzindo a uma condição de degradação, e geração de odores desagradáveis, além de fontes de geração de mosquitos, e outras pragas. (Relembrando que os tanques Imnhoff, continuam operando).



Salvo algumas exceções, todo o sistema implantado para tratamento de efluentes com a tecnologia de lagoas, requer um programa de reabilitação, em decorrência da ausência de manutenção por um longo período, inclusive sem que ofereça alguma eficiência, pois encontrão na maioria assoreado, e ou com excesso de volume de lodo.


Atualmente como solução para tratamento do esgoto em área urbanizada, prevalece o sistema denominado RALF (Reator Anaeróbico em leito Fluidificado), sendo que este sistema ocupa um espaço destinado ao tratamento do efluente liquido, e do Lodo conforme descrito a seguir:

Tratamento Primário: Propicia a redução de parte da matéria orgânica presente no esgoto, removendo os sólidos em suspensão sedimentáveis e sólidos flutuantes. A remoção é por meio de processo físico de decantação no reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente, e o lodo resultante é retirado do fundo do RALF, através de tubulações e encaminhado aos Leitos de Secagem. Sendo que a parte líquida é recirculada para o RALF.

Tratamento Secundário: Remove a matéria orgânica e os sólidos em suspensão, por meio de processos biológicos, utilizando reações bioquímicas, através de microorganismos – bactérias aeróbias, facultativas, protozoários e fungos. No processo anaeróbio os microorganismos presentes nos esgotos se alimentam da matéria orgânica ali também presente, convertendo-a em gás carbônico, água e material celular. Esta decomposição biológica do material orgânico requer a ausência de oxigênio e outras condições ambientais adequadas como temperatura, pH , tempo de contato etc. Para esta fase de tratamento o Reator Anaeróbio de Manta de Lodo (UASB) – Onde a biomassa cresce dispersa no meio e não aderida como nos filtros. Esta biomassa, ao crescer, forma pequenos grânulos, que por sua vez, tendem a servir de meio suporte para outras bactérias. O fluxo do líquido é ascendente e são formados gases – metano e gás carbônico, resultantes do processo de fermentação anaeróbia.

Tratamento Terciário: Nesta fase é removido poluentes específicos (micronutrientes e patogênicos), além de outros poluentes não retidos nos tratamentos primário e secundário. Resultando em um tratamento de qualidade superior para os esgotos. Neste tratamento removem-se compostos como nitrogênio e fósforo, além da remoção completa da matéria orgânica. O processo de tratamento é por meio de Filtros Anaeróbicos, Cloração, tanque de contato e polimento final com Wetlands construídas (opcional), que conferirá ao efluente final, total ausência de sólidos em suspensão e microorganismos patogênicos.

Tratamento do lodo: Todos os processos de tratamento de esgoto resultam em subprodutos: o material gradeado, areia, escuma lodo primário e lodo secundário, são tratados para serem lançados no meio ambiente. O processo envolve a desidratação para remover a umidade, com redução do volume, em leitos de secagem.

Controle Sanitário

O controle sanitário é feito mediante analises especificas, em laboratório construído junto a planta de tratamento.